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Estado de Minas LIMA

Justiça peruana nega permissão a Keiko Fujimori para viajar ao Equador


17/05/2021 19:54

A justiça peruana negou nesta segunda-feira (17) a permissão à candidata presidencial de direita Keiko Fujimori de viajar ao Equador para participar de uma reunião política para a qual foi convidada por Mario Vargas Llosa, prêmio Nobel de literatura.

Keiko, que enfrentará o esquerdista Pedro Castillo no segundo turno das eleições presidenciais, em 6 de junho, está proibida de viajar sem autorização judicial por estar sob investigação da promotoria por envolvimento no escândalo da construtora Odebrecht, que afetou também outros quatro ex-presidentes peruanos.

A filha do ex-presidente preso Alberto Fujimori (1990-2000) foi convidada por Vargas Llosa para uma conferência internacional sobre democracia, que acontecerá em Quito no próximo domingo, 23 de maio.

"A restrição ao direito de ser eleita da investigada Fujimori Higuchi é mínima, pois ela só está impedida de apresentar suas propostas em foro estrangeiro, embora ainda possa fazê-lo em todos os fóruns nacionais", indica a resolução da justiça peruana.

Acrescenta que, ao negar-lhe a licença, "o risco de fuga se reduz e, sobretudo, permite ao Ministério Público continuar a controlar o cumprimento das demais restrições impostas" a Keiko, que passou 16 meses em prisão preventiva, até maio de 2020.

A promotoria se prepara para levar Keiko a julgamento por lavagem de dinheiro e outras acusações por supostas contribuições ilegais da Odebrecht.

A candidata vai contornar o processo - ou pelo menos adiá-lo por cinco anos - se for eleita presidente.

O autor de "Conversa na Catedral", de 85 anos, que mora na Espanha, deu seu apoio surpresa a Keiko em abril, depois que soube que ela e Castillo disputariam o segundo turno decisivo das eleições.

Seu apoio representou um ponto de inflexão na política peruana, depois que Vargas Llosa foi uma figura importante no anti-fujimorismo por 30 anos.

O premiado escritor afirmou que Keiko representa a possibilidade de continuar com o sistema democrático no país, já que uma vitória de Castillo "seria uma verdadeira catástrofe para o Peru".

O vencedor da eleição tomará posse em 28 de julho.

O "Fórum Ibero-americano: Desafios da liberdade" na capital equatoriana contará com a presença de políticos, intelectuais e empresários de vários países, segundo os organizadores.


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