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Estado de Minas BRUXELAS

Com campanhas de vacinação, UE renova otimismo sobre recuperação


12/05/2021 09:39 - atualizado 12/05/2021 09:43

A Comissão Europeia elevou significativamente nesta quarta-feira (12) suas previsões de crescimento econômico da Zona do Euro para 2021 e o próximo ano, com espaço para o otimismo, graças ao avanço das campanhas de vacinação contra a covid-19.

Em suas novas projeções econômicas, a Comissão projeta um crescimento do PIB de 4,3% para 2021, contra uma expectativa de 3,8% anunciada em fevereiro.

Para 2022, a Comissão havia previsto, também em fevereiro, um crescimento de 3,8% e, agora, reajustou a expectativa para 4,4%.

O comissário europeu da Economia, Paolo Gentiloni, apontou que "a sombra da covid-19 começa a se dissipar sobre a economia da Europa. Depois de um frágil início de ano, projetamos forte crescimento, tanto em 2021, quanto em 2022".

Para isso, frisou, "manter o ritmo forte das vacinações na UE será crucial, para a saúde dos nossos cidadãos e também das nossas economias".

No caso da Espanha, país que em 2020 sofreu uma queda espetacular de -10,8%, a Comissão prevê um crescimento de 5,9% este ano, e um forte avanço de 6,8%, em 2022.

Neste quadro, a Comissão expressou sua confiança em que a economia espanhola "retorne aos níveis prévios à pandemia no final de 2022".

Para a Comissão, a atividade econômica deverá começar a crescer no segundo trimestre deste ano "para continuar com mais vigor no segundo semestre" do ano corrente.

A Comissão destacou, no entanto, "um grau de incerteza maior do que o normal", em particular no que se refere à recuperação do setor turístico e "à resposta de agentes privados à flexibilização das medidas de contenção".

Já em relação a Portugal, a Comissão projeta para 2021 um crescimento do PIB da ordem de 3,9%, que deve subir para 5,1% no próximo ano.

Para a Comissão, Portugal atingirá níveis de atividade equivalentes aos registrados antes da crise sanitária mundial "em meados de 2022".

- Influência das vacinas -

Segundo os economistas da Comissão, "o crescimento econômico é retomado à medida que aumenta o ritmo de vacinação e se flexibilizam as medidas de contenção" adotadas contra a pandemia de coronavírus.

Em 2020, a economia da Eurozona apresentou uma retração de 6,6%.

Após o verão de 2020 (hemisfério norte, inverno, no Brasil), a região se viu arrasada por uma nova onda de contágios de covid-19. Este quadro obrigou os governos nacionais a adotarem novas medidas, as quais afetaram seriamente o desempenho econômico - em particular no último trimestre do ano e no primeiro de 2021.

Com a aceleração das campanhas de vacinação e com a flexibilização das medidas de contenção, incluindo diferentes níveis de confinamento, a recuperação econômica estará apoiada "no consumo privado, em investimentos e no aumento da demanda de exportações".

A Comissão indicou, porém, que a dívida pública da zona do euro - que em 2020 havia superado 100% do PIB coletivo - permanecerá nesta situação em 2021 e em 2022.

A dívida dos países que adotaram a moeda única alcançará, assim, 102,4% do PIB este ano e será equivalente a 100,2% em 2022. A Grécia registrará o maior nível de dívida pública, 208,8% este ano, de acordo com a Comissão.

A chamada Zona do Euro é um espaço compartilhado pelos 19 países da União Europeia que adotaram o euro como moeda, cuja política monetária é conduzida pelo Banco Central Europeu.

Andorra, Mônaco, San Marino e a Cidade do Vaticano adotaram o euro como moeda no âmbito de acordos específicos com a UE. Como não são membros da UE, não fazem parte da Eurozona.


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