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Estado de Minas MADRI

Argentina ganha apoio europeu para negociações da dívida com FMI


11/05/2021 13:08

Depois de Portugal, a Espanha apoiou a Argentina nesta terça-feira (11) em seus esforços, devido à enorme dívida que tem com o Fundo Monetário Internacional (FMI), durante uma viagem do presidente argentino, Alberto Fernández, à região.

Na segunda etapa de sua viagem pela Europa, na capital espanhola, o líder peronista de 62 anos se encontrou com o rei Felipe VI e, depois, com o presidente do governo, o socialista Pedro Sánchez.

Este último anunciou que corresponderá com uma viagem em 8 e 9 de junho à Argentina, à frente de uma delegação de ministros e empresários. Neste sentido, Sánchez destacou a "extraordinária saúde e vigor" das relações com o país sul-americano, do qual a Espanha é o principal parceiro comercial da União Europeia e o segundo investidor estrangeiro atrás dos Estados Unidos.

O presidente argentino agradeceu pelo apoio que a Espanha "tem nos dado continuamente em nossas propostas (...) em face da imensa dívida que nosso governo herdou" da administração anterior do liberal de direita Mauricio Macri (2015-2019).

Em Lisboa, primeira etapa da viagem à Europa para angariar apoio para seu plano de adiar o pagamento da dívida com o FMI e com o Clube de Paris, Fernández recebeu um incentivo do governo português.

Também visitará Paris e Roma, onde terá uma audiência com seu compatriota papa Francisco, na Santa Sé.

Em lenta negociação sobre os termos do gigantesco empréstimo, a Argentina deve pagar nos próximos três anos quase todos os quase US$ 45 bilhões emprestados pelo FMI ao governo Macri, para evitar, em 2018, um colapso financeiro e um calote dos principais títulos do governo em dólares.

Ele também deve enfrentar um vencimento de US$ 2,4 bilhões este ano com o Clube de Paris.

- Financiamento e vacinas -

Diante do golpe que a pandemia do coronavírus causou nas economias, Pedro Sánchez lembrou que seu governo defende "a abertura de canais de financiamento internacional" de organismos multilaterais "para países de renda média", como a Argentina.

Ele frisou ainda que seu governo aprovou, nesta terça-feira, um plano para dinamizar as exportações e os investimentos estrangeiros da Espanha, afetada pela pandemia. Este plano pode mobilizar cerca de US$ 5,6 bilhões em dois anos e, nele, "colocamos a América Latina e, em particular, a Argentina" como destinos prioritários.

Ambos os líderes concordaram em pedir a liberação das patentes de vacinas para enfrentar a pandemia, que afetou fortemente Espanha e Argentina.

A Espanha também continuará a promover a ratificação do acordo comercial bloqueado entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, conforme o Ministério das Relações Exteriores, em comunicado divulgado após encontro entre o ministro espanhol, Arancha González, e seu homólogo argentino, Felipe Solá.

Concluído em 2019 após mais de 20 anos de negociações, o acordo busca criar um mercado de 750 milhões de consumidores entre os 27 países da UE e o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai). Sua ratificação foi retida, porém, por preocupações ligadas às queimadas e ao desmatamento na Amazônia desde a chegada ao poder do presidente Jair Bolsonaro.


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