Jornal Estado de Minas

TENSÃO

Moradora de Israel: 'Sentimento que experimentamos é muito difícil'

Moradora de Ashkelon, no sul de Israel, Hadasa Paz Alluf, 26 anos, ainda tenta aprender a conviver com os ataques de foguetes disparados da Faixa de Gaza, a poucos quilômetros dali. "Alguns prédios da cidade foram atingidos. Duas mulheres morreram durante esses ataques. Uma terceira ficou gravemente ferida", contou ao Correio Braziliense.





"O sentimento que experimentamos é muito difícil. Não podemos sair nem mesmo de nossos abrigos seguros", relatou. No sul de Israel, cada imóvel dispõe de um aposento chamado "mamad", uma espécie de quarto seguro, com mais de 1m de concreto nas paredes.

"As Forças de Defesa de Israel ordenaram que fiquemos em casa. Na noite passada foi muito difícil de dormir. Estamos muito cansados e acabamos de ouvir as sirenes antiaéreas, uma vez mais", acrescentou. Na manhã desta terça-feira (11/5), o pai de Hadasa fotografou um veículo em chamas, atingido por um dos foguetes do Hamas.


A escalada de violência no Oriente Médio se agravou na segunda-feira (10/5), depois que policiais israelenses dispararam bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e granadas de efeito moral contra palestinos que protestavam na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar mais sagrado do islamismo, em Jerusalém.

O movimento fundamentalista islâmico Hamas exigiu a retirada das forças de segurança do entorno da Mesquita de Al-Aqsa e começou a disparar foguetes rumo ao sul de Israel. A aviação israelense reagiu e bombardeou a Faixa de Gaza mais de 150 vezes, deixando 26 mortos. Os foguetes do Hamas também feriram vários israelenses e mataram duas mulheres. As Forças de Defesa de Israel convocaram 5 mil reservistas para uma possível guerra.




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