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Estado de Minas WASHINGTON

COVID-19: EUA aprovam uso de vacina da Pfizer em jovens de 12 a 15 anos

O país aprovou ainda duas outras vacinas, da Moderna e Johnson & Johnson, ambas a partir dos 18 anos


10/05/2021 20:33 - atualizado 10/05/2021 20:58

Jovens entre 12 e 15 anos vão poder se vacinar contra a COVID-19, nos Estados Unidos (foto: AFP / Luis ACOSTA )
Jovens entre 12 e 15 anos vão poder se vacinar contra a COVID-19, nos Estados Unidos (foto: AFP / Luis ACOSTA )
A agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA) anunciou nesta segunda-feira (10/5) que autorizou a vacina da Pfizer/BioNTech contra a COVID-19 da para adolescentes de 12 a 15 anos.

 

 


A medida é "um passo importante na luta contra a pandemia" e "permite que uma população mais jovem seja protegida contra a COVID-19", afirmou Janet Woodcock, comissária interina da FDA, em comunicado.

Até o momento, o uso emergencial dessa vacina estava autorizado para pessoas a partir dos 16 anos. Agora pode ser administrada a mais milhões de adolescentes, em duas injeções com a mesma dose da vacina para adultos.

"Os pais e responsáveis podem ter certeza de que a agência conduziu uma análise rigorosa e detalhada de todos os dados disponíveis", afirmou Woodcock.

O Canadá tornou-se na última quarta-feira o primeiro país a autorizar o uso do imunizante para essa faixa etária.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, já havia destacado na semana passada o papel crucial que a vacinação de adolescentes teria no desenvolvimento da vasta campanha de imunização do país.

Assim que o anúncio de autorização do FDA for feito, "estaremos prontos para agir imediatamente", disse.

Cerca de 20 mil farmácias devem ter condições de vacinar os adolescentes nos próximos dias, e depois as doses também serão enviadas aos pediatras, explicou.

Duas outras vacinas foram aprovadas nos Estados Unidos, Moderna e Johnson & Johnson, ambas a partir dos 18 anos.

- "Bem tolerada" -


A aliança tinha apresentado o pedido de extensão da autorização de uso emergencial para sua vacina no começo de abril.

Os resultados dos testes com 2.260 menores nos Estados Unidos demonstraram "respostas sólidas de anticorpos" depois de serem aplicados e a vacina foi "bem tolerada", haviam informado as duas empresas no fim de março.

Os adolescentes costumam desenvolver formas mais brandas de COVID-19 do que os adultos, e por isso vaciná-los não foi uma prioridade até o momento.

No entanto, eles transmitem a doença e por isso sua imunização deve ajudar a conter a pandemia.

Também facilitará a reabertura de escolas em tempo integral.

De 1º de março de 2020 a 30 de abril de 2021, cerca de 1,5 milhão de jovens com idades entre 11 e 17 anos contraíram a COVID-19, segundo as autoridades sanitárias americanas.

No que diz respeito aos mais jovens, a anunciou na semana passada que esperava apresentar nos Estados Unidos um pedido de uso emergencial em setembro de sua vacina para crianças de 2 a 11 anos.

O pedido de autorização do imunizante para crianças de 6 meses a 2 anos poderia ocorrer "no quarto trimestre", havia dito o chefe da Pfizer, Albert Bourla, durante uma teleconferência sobre os resultados trimestrais do laboratório americano.

 


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