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Estado de Minas BUENOS AIRES

Demora na entrega da AstraZeneca é grande problema para a Argentina, diz chanceler


29/04/2021 21:05

O chanceler argentino, Felipe Solá, lamentou nesta quinta-feira (29) a demora na chegada à Argentina das primeiras remessas de 22,4 milhões de doses da vacina da AstraZeneca-Oxford prometidas, cujo princípio ativo é produzido em Buenos Aires e deve ser envasado no México.

"Temos um grande problema que se chama AstraZeneca", disse Solá à rádio El Destape, ao analisar o panorama atual de vacinas no país sul-americano que registrou na quinta-feira 561 mortes por covid, alcançando um novo recorde de falecidos em 24 horas.

A AstraZenecea havia prometido 150 milhões de doses para a América Latina, com o laboratório argentino mAbxience, que produz o princípio ativo, e o mexicano Liomont, a cargo do envase.

Destes 150 milhões, 75 milhões estavam destinadas ao México; 22,4 milhões para a Argentina e o restante para outros países da América Latina.

Segundo Solá, o laboratório argentino já enviou ao México "mais de 30 milhões (de doses) de princípio ativo" mas a produção "estagnou" no país, razão pela qual as vacinas envasadas não retornaram a Buenos Aires.

"Começou a faltar Liomont porque havia problemas de insumos que não podiam sair dos Estados Unidos (...) Durante muito tempo, o governo americano não deixou sair nem vacinas, nem insumos, e isso limitou aparentemente muito a produção de vacinas do Liomont e, inclusive, deicidiu-se enviar (os princípios ativos) ao Novo México. Esse é um atraso importante", advertiu.

O chanceler destacou que "além da falta de vacinas, o que falta é informação. Não temos uma informação escrita e detalhada. A AstraZeneca não explicou (a demora), mas estamos em contato com eles".

A ministra da Saúde, Carla Vizzotti, reuniu-se na véspera com o representante da AstraZeneca na Argentina. "Lamentamos confirmar um atraso na nossa intenção de iniciar envios antes para a América Latina, apesar de trabalhar incansavelmente para acelerar o abastecimento", afirmou o laboratório anglo-sueco em um comunicado após este encontro.

A AstraZeneca ratificou a intenção de entregar 150 milhões de doses para a região a partir do primeiro semestre de 2021.

A Argentina se esforça por ampliar sua campanha de vacinação enquanto atravessa a segunda onda da pandemia, com recorde de contágios e de mortos por covid-19 e seu sistema de saúde à beira da saturação.

Até agra, o país, com uma população de 45 milhões de habitantes, recebeu 10 milhões de doses, às quais se somará mais de um milhão a mais da chinesa Sinopharm. Além disso, um avião partiu com destino à Rússia para levar outro pacote de Sputnik V, com um número não informado de vacinas.


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