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Estado de Minas WASHINGTON

Postagem atrevida de líder de torcida é debatida na Suprema Corte dos EUA


28/04/2021 17:56

Frustrada por não ter sido promovida à equipe de elite do ensino médio, uma líder de torcida de 14 anos postou uma mensagem atrevida no aplicativo Snapchat, junto com uma foto mostrando seu dedo médio.

Brandi Levy não imaginava que seus insultos a levariam ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos, que nesta quarta-feira (28) revisou a decisão de sua escola de privá-la de sua atividade de líder de torcida por um ano.

Para além da aparente trivialidade, este é um caso importante em relação à liberdade de expressão dos jovens e ao combate ao bullying online.

"Há uma grande lacuna entre a ampla e muito importante questão da liberdade de expressão que foi relatada e discutida esta manhã, e o incidente particular neste caso", disse o juiz conservador Samuel Alito.

O caso, de 2017, foi levado à mais alta corte do país depois que Levy postou sua mensagem em um sábado, longe de seu colégio em Mahanoy City, na Pensilvânia, que se destinava apenas a seus contatos, cerca de 250 amigos.

"Eu me candidatei para ser líder de torcida do time de elite e não consegui, então fiquei muito chateada", disse Levy à poderosa associação de direitos civis ACLU, que a representa no tribunal.

Com seu celular, ela se fotografou com uma amiga, com o dedo médio levantado. Junto com a imagem, acrescentou: "Foda-se a escola, fodam-se as líderes de torcida, foda-se o softball, foda-se tudo!"

Sua mensagem chegou aos treinadores, que a deixaram fora de suas atividades de líder de torcida por um ano.

Em seguida, seus pais foram ao tribunal em nome da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante a liberdade de expressão.

Os tribunais decidiram que as escolas não podem regulamentar os comentários feitos fora do campus.

As autoridades escolares locais solicitaram então a intervenção do Supremo Tribunal.

Independentemente do processo da adolescente, os nove magistrados do tribunal superior deverão informar, até o final de junho, se os diretores das escolas públicas americanas têm o direito de punir seus alunos por comentários feitos fora de sua instituição.


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