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Estado de Minas NOVA DÉLHI

Pandemia gera fila de sepultamentos em crematórios na Índia

Segundo país mais populoso do planeta depois da China é o atual epicentro da pandemia, com uma variante local ainda pouco identificada


27/04/2021 19:19 - atualizado 27/04/2021 19:28

Crematórios na Índia estão lotados(foto: Punit Paranjpe/AFP)
Crematórios na Índia estão lotados (foto: Punit Paranjpe/AFP)

Em uma Índia mergulhada em uma onda mortal de covid-19, crematórios estão transbordando e, em Nova Délhi, cadáveres são queimados em um estacionamento.

 

 

A Índia, o segundo país mais populoso do planeta depois da China, é o atual epicentro da pandemia, com uma variante local ainda pouco identificada e registros globais sem precedentes de infecções.

Na segunda-feira, a Índia registrou um recorde mundial de 352.991 pessoas infectadas em um único dia e um recorde nacional de 2.812 mortos. Nesta terça, o país anunciou um número menor de óbitos em 24 horas, 2.771, mas ainda em níveis elevados.

Um reflexo disso é a queima de corpos em um estacionamento em Nova Délhi. "Começamos quando o sol nasce e as cremações continuam depois da meia-noite", relatou Sanjay, um sacerdote.

A situação na Índia é "mais do que desesperadora", declarou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. A instituição enviou equipamentos essenciais ao país de 1,3 bilhão de habitantes.

Os profissionais da saúde e os familiares de pacientes buscam desesperadamente oxigênio, respiradores e leitos. Em Nova Délhi, a metrópole mais afetada do país, alguns percorrem os hospitais em riquixás com seus parentes doentes.

Além da ajuda prometida pelos Estados Unidos, Londres também prometeu suprimentos para sua ex-colônia, assim como Alemanha, França e Austrália, enquanto a União Europeia (UE) se comprometeu a dar "assistência".

O primeiro avião com ajuda médica para a Índia, com 100 respiradores e 95 concentradores de oxigênio britânicos, chegou nesta terça-feira a Délhi.

Conexões aéreas suspensas


O governo do primeiro-ministro nacionalista hindu Narendra Modi é alvo de críticas por sua gestão da crise. A pedido do Executivo, o Twitter suprimiu dezenas de mensagens críticas.

A variante indiana da covid-19 ainda gera perguntas. A OMS destacou que ainda não sabe se a elevada mortalidade se deve a uma gravidade maior da variante, à pressão sobre o sistema de saúde pelo aumento de casos ou a uma combinação das duas.

A variante, já detectada na Bélgica, Suíça, Grécia e Itália, apareceu no momento em que vários países da Europa começaram a flexibilizar as restrições ou estudam adotar medidas nas próximas semanas.

Para evitar a propagação, a Austrália decidiu nesta terça-feira suspender até 15 de maio os voos procedentes da Índia, após decisões similares do Canadá, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Nova Zelândia.

Já a Espanha irá impor a partir desta quarta-feira uma quarentena de dez dias para quem chega da Índia.

A Bélgica anunciou o fechamento de suas fronteiras a viajantes procedentes da Índia, Brasil e África do Sul, países que registraram outras variantes do vírus, que matou mais de 3,1 milhões de pessoas no mundo desde dezembro de 2019.


 


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