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Estado de Minas MEIO AMBIENTE

Ativista Greta Thunberg critica Bolsonaro por corte no orçamento ambiental

Ela ironizou a contradição entre a fala do presidente brasileiro na Cúpula de Líderes sobre o Clima e o corte de 24% no orçamento ambiental no dia seguinte


24/04/2021 15:55 - atualizado 24/04/2021 17:00

Greta disse em seu Twitter que os líderes mundiais não dão importância para as pautas climáticas, citando Bolsonaro(foto: AFP/Isac Nóbrega/PR)
Greta disse em seu Twitter que os líderes mundiais não dão importância para as pautas climáticas, citando Bolsonaro (foto: AFP/Isac Nóbrega/PR)
A ativista sueca Greta Thunberg citou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em suas redes sociais neste sábado (24/4) para criticar as ações do governo frente às pautas climáticas. Ela compartilhou uma matéria do jornal inglês “The Guardian” que fala sobre o corte do orçamento ambiental.

“‘Bolsonaro aprovou um corte de 24% no orçamento ambiental para 2021 em relação ao nível do ano anterior, apenas um dia depois de prometer aumentar os gastos para combater o desmatamento.’ Opa... é quase como se nossos ‘líderes climáticos’ não estivessem levando isso a sério”, escreveu no Twitter.



Essa semana (22/4), Bolsonaro participou do encontro da Cúpula de Líderes sobre o Clima, que reuniu 40 lideranças mundiais. Sob pressão diante de recordes de desmatamento na Amazônia, o presidente mudou o tom e fez discurso para agradar à comunidade internacional.

Ele prometeu cumprir uma agenda ambiental com quatro metas básicas, mesmo sem entrar em detalhes sobre as ações e os recursos financeiros que serão usados: o Brasil vai zerar, até 2030, o desmatamento ilegal na Amazônia e reduzir em 40% as emissões de gases; “neutralidade climática” até 2050, antecipando em 10 anos a previsão feita pelo governo Michel Temer; e ‘fortalecer’ os órgãos ambientais, “duplicando” recursos para fiscalização. Em contrapartida, Bolsonaro cobrou ajuda financeira internacional para a preservação ambiental.
 

Como ressaltou Greta na publicação, um dia após prometer aos líderes de 40 países que iria dobrar os repasses públicos para as áreas de fiscalização ambiental, o governo federal anunciou um corte de R$ 240 milhões no orçamento geral dedicado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA). Os vetos publicados por Bolsonaro afetam programas cruciais que são tocados pelo Ibama e pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), os dois órgãos federais que cumprem a missão de proteger o meio ambiente.

No Ibama, os vetos somam R$ 19,4 milhões. Justamente as ações de controle e fiscalização ambiental realizadas pelo órgão foram as que mais perderam recursos, com corte de R$ 11,6 milhões. O governo também não poupou nas ações de "prevenção e controle de incêndios florestais", com retirada de R$ 6 milhões dessa área.
 

No ICMBio, o orçamento previsto para criação, gestão e implementação das unidades de conservação foi reduzido em R$ 7 milhões. Até mesmo o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, tema que pauta a cúpula iniciada na quinta-feira (22/4), e comandada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, teve um corte de R$ 4,5 milhões.

O maior corte feito na área ocorreu dentro do programa para melhoria da qualidade ambiental urbana, que é tocado pelo próprio MMA, com redução de R$ 203 milhões.


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