Publicidade

Estado de Minas VACINAS

COVID: Pfizer diz que vacinas vendidas no México e na Polônia eram falsas

Segundo o laboratório, algumas doses falsas da vacina foram oferecidas em redes sociais também no Brasil e na Argentina, além de México e Polônia


22/04/2021 06:02 - atualizado 22/04/2021 08:38

(foto: AFP / CHANDAN KHANNA)
(foto: AFP / CHANDAN KHANNA)
O laboratório americano Pfizer confirmou na quarta-feira (21/4) que doses suspeitas de sua vacina antiCOVID, apreendidas no México e Polônia e que eram vendidas por até 1.000 dólares a unidade, eram falsas.

"A Pfizer identificou versões falsas de sua vacina contra a COVID-19 no México e Polônia", afirmou a empresa em um comunicado, no qual também destaca que trabalha com governos, fornecedores e profissionais de saúde para "para combater o comércio ilegal".

Uma fonte da secretaria de Saúde do estado mexicano de Nuevo León (norte) afirmou à AFP que 80 pessoas foram inoculadas com o fármaco falso, mas não revelou detalhes.

O governo mexicano anunciou a apreensão das vacinas falsas em 17 de fevereiro em uma clínica clandestina e várias pessoas foram detidas. O MP abriu uma investigação.

A substância foi encontrada em geladeiras de cerveja tinha números de de lote e datas de vencimento falsas, de acordo com o jornal americano Wall Street Journal.

O líquido nos frascos confiscados na Polônia era uma substância cosmética, possivelmente um creme anti-rugas, segundo a Pfizer.

"Somos conscientes de que no atual ambiente em que vivemos - estimulado pela facilidade e conveniência do comércio eletrônico, assim como pelo anonimato oferecido pela internet - vai acontecer um aumento no número de fraudes, falsificações e outras atividades ilícitas relacionadas com as vacinas e os tratamentos contra a COVID-19", afirmou a empresa em um comunicado.

Na quarta-feira, o vice-diretor da Organização Pan-americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, fez um alerta sobre a oferta de vacinas antiCOVID falsas na Argentina, Brasil e México, denunciando um "problema" para as autoridades de saúde e policiais.

Consultado sobre a informação do WSJ a respeito da venda de vacinas fraudulentas do laboratório Pfizer no México, Barbosa disse: "Sim, recebemos informações do México, Argentina e Brasil de que algumas doses foram oferecidas nas redes sociais".

"Os mercados ilegais oferecem vacinas que provavelmente estão falsificadas, não são a vacina real, ou talvez estejam roubando-as de um centro de saúde e ninguém pode garantir que estejam armazenadas corretamente", disse Barbosa em coletiva de imprensa.

"Então, claramente é um problema, não só para as autoridades de saúde, mas também para a polícia identificar esta atividade criminosa", afirmou.

Barbosa insistiu que só se pode confiar nas vacinas administradas pelas autoridades de saúde porque só essas têm a garantia de serem "seguras e eficazes" e de terem sido conservadas nas condições adequadas.

"Portanto, é muito importante rejeitar comprar qualquer tipo de vacina que se ofereça nas redes sociais e na internet", pediu.

"Isso é um risco para sua saúde", enfatizou.

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade