Publicidade

Estado de Minas PANDEMIA

Argentina enfrenta pior momento da pandemia, alerta ministra da Saúde

Alerta foi feito após Prefeitura de Buenos Aires ir à Justiça contra o fechamento temporário de escolas ordenado pelo governo; mortes chegam a 60 mil no país


21/04/2021 11:24 - atualizado 21/04/2021 14:16

Movimento em estação de metrô de Buenos Aires: Argentina soma quase 60 mil mortes pelo coronavírus(foto: RONALDO SCHEMIDT/AFP)
Movimento em estação de metrô de Buenos Aires: Argentina soma quase 60 mil mortes pelo coronavírus (foto: RONALDO SCHEMIDT/AFP)
A ministra da Saúde argentina, Carla Vizzotti, alertou nesta quarta-feira (21) que o país sul-americano enfrenta o pior momento da pandemia e pediu para priorizar a saúde sobre a política quando a Prefeitura de Buenos Aires resiste na Justiça ao fechamento temporário de escolas ordenado pelo governo.

"Precisamos priorizar a saúde sobre a política e colocar em valor, em hieraquia, o risco coletivo", disse Vizzotti em coletiva de imprensa.

A ministra afirmou que a "Argentina está vivendo o pior momento da pandemia desde 3 de março do ano passado. É o momento de maior risco", o que é ilustrado pela velocidade exponencial de casos e pelo número de internações em UTI, que alcançaram 75% de ocupação na região metropolitana de Buenos Aires (AMBA).

O sistema de saúde está "em risco de transbordar", alertou.

O total de casos supera os 2,7 milhões e as mortes chegam a quase 60 mil, com 316 óbitos no último dia em um país de 45 milhões de habitantes. O epicentro dos contágios é a capital argentina e sua periferia (AMBA), onde habitam 15 milhões de pessoas.

O prefeito de Buenos Aires, o opositor de direita Horacio Rodríguez Larreta, ordenou abrir as escolas apoiado em uma decisão judicial desafiando um decreto presidencial que ordenava aulas virtuais durante 15 dias para diminuir a circulação de pessoas.

Larreta considera que "as escolas não contagiam" e justificou sua oposição no fato de "a cidade ter autonomia" para tomar decisões, em um caso que deve ser resolvido pelo Supremo Tribunal.

"Não se trata do risco individual de assistir às aulas, mas do risco coletivo de uma aglomeração urbana com transmissão comunitária intensa do vírus e velocidade acelerada", explicou a ministra.

O decreto presidencial também ordenou restringir a circulação no AMBA entre 20h e 6h até 30 de abril.

"Estamos buscando que a velocidade de contágio diminua e esse é o motivo sanitário dessa decisão que não se opõe a nenhum outro direito (...). Esta medida é tomada no AMBA porque é o epicentro da pandemia", acrescentou. "Quando a curva (de casos) dispara, é muito difícil interrompê-la".

Também considerou um "marco" o início da produção na Argentina da vacina Sputnik V, do laboratório Gamaleya, cujo primeiro lote com 21.000 doses foi enviado à Rússia para um controle de qualidade.

Esse é o primeiro país da América Latina a produzir a vacina russa. A Argentina recebeu quase 9 milhões de vacinas de diferentes laboratórios e aplicou cerca de 6,5 milhões.

O que é um lockdown?

Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas



 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade