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Estado de Minas LAUSANA

Após um inverno de confinamento, suíços voltam aos restaurantes e academias


19/04/2021 15:23

François Jeanmonod, de 74 anos, levanta a barra com peso para exercitar os músculos peitorais, um intenso esforço que este suíço faz com entusiasmo depois de passar um tempo sem ir à academia nos últimos meses por causa das restrições da covid-19.

Embora a situação epidemiológica ainda esteja melhorando, a Suíça reabriu as academias, cinemas e áreas externas de bares e restaurantes nesta segunda-feira (19), como sinal de alívio das medidas sanitárias, algo que foi recebido com alegria e que coincidiu com a abertura de grandes centros de vacinação.

A pandemia provocou cerca de 9.800 mortos em uma população de 8,6 milhões, em parte exausta após um inverno de confinamento.

"Não viemos para ficarmos em forma, mas para conversar" com os colegas, todos aposentados, explicou Jeanmonod à AFP, que como muitas das pessoas presentes esta manhã no Clube Lausannois se mostrava entusiasmado com a reabertura desse espaço em Lausanne.

Neste local de musculação, a máscara não é obrigatória, exceto nos vestiários, devendo respeitar a distância de um metro e meio com outras pessoas.

Embora muitos dos atletas continuem a se exercitar nas margens do Lago Léman, reconhecem que voltar à academia não tem preço, pois permite "elevar o moral e ver os colegas", afirma Jean-Jacques Subilia, de 74 anos, enquanto se exercita na bicicleta.

"É um alívio. Vir aqui é sinônimo de construir uma vida social", afirma Didier Dewarrat, de 72 anos, que, como muitos aposentados, costuma ir para a academia logo pela manhã, então não é afetado pela limitação de capacidade.

- "Qualidade de vida" -

Na reabertura desta segunda-feira após meses de fechamento, a maioria das academias estava lotada.

"Tínhamos muito mais pessoas do que esperávamos, todos eles mostraram alívio depois de um inverno trancados em casa", explica Filipa Amorim, de 24 anos, gerente de um espaço de ginástica situado no centro de Lausanne, lotado com cerca de cinquenta pessoas.

"A maioria ficou feliz em rever os treinadores", acrescenta Amorim, que lembrou que o uso da máscara é obrigatório, mesmo durante as atividades cardiovasculares.

"Isso faz parte da qualidade de minha vida", ressalta a treinadora Tatiana Atanasio, de 31 anos.

"Um ano sem ir à academia foi chato para mim. Eu praticava esportes no exterior, mas não é a mesma coisa, já que odeio praticar esportes sozinha", explica.

Além das academias, os cafés e restaurantes também puderam atender seus clientes nos terraços, e muitos deles estavam lotados apesar do frio na Suíça.

Sarah, de 20 anos, que estuda teatro em Lausanne, não perdeu a reabertura e pela manhã já estava tomando um café em uma cafeteria, além de ter planejado tomar alguns drinks nesta segunda à noite.

"Café é para observar, sentir e trocar olhares. Durante o confinamento, a saúde mental foi esquecida", lamentou.

Após 15 meses de pandemia, e vários períodos de confinamento e restrições no país suíço, os suíços aprenderam a lidar com as coisas com uma filosofia: "Agora abrem, depois fecham. Isso não nos impede de viver", afirma Hervé Lesserteur, de 52 anos, sentado em um terraço.


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