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Estado de Minas SANTIAGO

Justiça do Chile condena primeiro político à prisão por corrupção


16/04/2021 20:39

A justiça chilena emitiu nesta sexta-feira (16) a primeira condenação à prisão efetiva de um político por crimes cometidos no exercício da função. Trata-se do ex-senador conservador Jaime Orpis, sentenciado a mais de cinco anos e 600 dias de prisão por corrupção.

Orpis, ex-senador do partido ultraconservador União Democrata Independente (UDI), da atual coalizão governista do presidente Sebastián Piñera, foi condenado a cinco anos pelo crime de fraude fiscal e a 600 dias por suborno, segundo determina a longa sentença do Terceiro tribunal Oral.

O ex-senador foi considerado culpado de receber dinheiro em 2013 do então gerente da empresa Corpesca - a maior pesqueira do Chile - em troca de favorecê-la durante o trâmite de uma nova Lei de pesca.

O condenado deverá cumprir de forma sucessiva as duas penas, relatou a juíza Claudia Bugueño na leitura da sentença, embora vá ser diminuído o tempo que passou em prisão preventiva e domiciliar. Por este motivo, ficará preso por mais de três anos e também deverá pagar uma multa de mais de 150.000 dólares.

O ex-senador conservador também ficou inabilitado a exercer cargos públicos.

Juntamente com ele e no âmbito da mesma investigação, também foi condenada a ex-deputada independente Marta Isasi pelo crime de recebimento de propina, mas a sentença de 50 dias de prisão imposta já foi cumprida durante a investigação em prisão domiciliar.

Depois de uma série de denúncias pelo financiamento irregular da política que surgiram no Chile durante o governo anterior da socialista Michelle Bachelet (2014-2018), só o caso de Orpis terminou em uma sentença de prisão.

No restante dos casos, a maioria por uso de faturas falsas ou por serviços que na verdade não foram prestados, os julgamentos foram arquivados devido a uma mudança de critério do Serviço de Impostos Internos para processar as empresas que financiaram ilegalmente campanhas políticas no país.

A empresa Corpesca terá que pagar multa de mais de 700.000 dólares.


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