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Estado de Minas SÃO PAULO

São Paulo sofre falta crítica de medicamentos para intubação, alertam autoridades


15/04/2021 22:13 - atualizado 15/04/2021 22:19

Autoridades brasileiras alertaram nesta quinta-feira (15) sobre a falta crítica de medicamentos para intubação em centros de saúde públicos do estado de São Paulo e expressaram preocupação com o risco de colapso em meio à segunda onda da pandemia.

Um relatório do Conselho de Secretários Municipais da Saúde do Estado de São Paulo (Cosems-SP) revela que 68% dos centros da rede municipal não possuem neurobloqueadores - necessários para relaxar a musculatura durante o processo de intubação - e 61% não têm mais reservas de sedativos.

"A análise dos dados de 13 de abril, em comparação ao cenário de 5 de abril, aponta o agravamento da situação de estoque dos medicamentos para intubação", diz o relatório.

"Estamos há 40 dias enviando ofícios para o Ministério da Saúde fazendo esse alerta e pedindo ajuda. (...) São medicamentos importantes para a sedação dos pacientes" que têm que enfrentar uma intubação, disse nesta quinta o secretário da saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, em entrevista à GNews.

Gorinchteyn responsabilizou o Ministério da Saúde por impossibilitar a compra de insumos diretamente dos fabricantes.

À noite, o Ministério da Saúde informou que a partir desta sexta-feira vai distribuir 2,3 milhões de medicamentos para intubação orotraqueal em todo o país, "adquiridos na China e doados ao governo federal" por diversas empresas, entre elas a Petrobras, a Vale e o Itaú Unibanco.

O governador de São Paulo, João Doria, informou no Twitter que os ofícios ao Ministério da Saúde "solicitando medicamentos para entubação foram ignorados. Enquanto isso, estamos adotando providências para adquirir os medicamentos no mercado internacional".

O Brasil registra há meses um aumento dos casos e mortes por covid-19.

São Paulo, o estado mais populoso (45,9 milhões), acumula 2,7 milhões de casos e 86.535 óbitos, com uma taxa de 188,5 mortes a cada 100.000 habitantes, maior que a média nacional de 173,9 mortes a cada 100.000 habitantes.

Até o momento, 86,4% dos leitos das unidades de cuidados intensivos estão ocupados, enquanto alguns hospitais anunciaram a redução de leitos devido à falta de insumos.

No Rio de Janeiro e em Minas Gerais, estados igualmente muito afetados pela segunda onda da pandemia no Brasil, também surgiram denúncias de falta de medicamentos para intubação.

A imprensa local relatou na quarta-feira que em um hospital do Rio de Janeiro foi preciso amarrar alguns pacientes que, ainda intubados, acordaram devido à falta de sedativos.

O Brasil, com 212 milhões de habitantes, superou nesta quinta-feira as 365.000 mortes por coronavírus e continua sendo o segundo país com o maior número absoluto de mortes, atrás dos Estados Unidos (564.400).


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