"Agradecemos à Promotoria, às autoridades judiciais e a todas as autoridades competentes pela libertação de nossos colegas Solafa Magdy e Hossam El Sayed", disse Diaa Rashwan, presidente do sindicato de jornalistas do Egito, em uma mensagem publicada no Facebook.
O casal de jornalistas foi detido em novembro de 2019 em um café no Cairo, depois de serem acusados pelos serviços de segurança de se filiarem a um grupo "terrorista", sem dar detalhes, e de divulgar informações falsas no caso de Magdy.
Depois de quase um ano e meio em prisão preventiva, eles ainda não foram julgados por esses supostos crimes.
Sua libertação ocorre um dia depois de o jornalista e opositor Khaled Dawood ter sido solto. Ele foi preso no final de setembro de 2019.
Depois que o Exército derrubou o presidente Mohamed Mursi do poder, sucedido pelo general Abdel Fatah Al-Sissi, a repressão se endureceu contra qualquer tipo de contestação, islâmica, ou liberal.
O Egito ocupa o 166º lugar (entre 180 países) na classificação de liberdade de imprensa da Repórteres sem Fronteiras, e diferentes ONGs estimam em 60.000 o número de presos políticos.