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Estado de Minas FRANÇA

Primeiro-ministro provoca risadas ao lembrar que Brasil defende cloroquina

Integrante do governo da França diz que situação dos brasileiros é 'absolutamente dramática' e proíbe voos do território verde-amarelo


13/04/2021 21:11 - atualizado 13/04/2021 22:35

Castex ironizou o fato de o Brasil defender a cloroquina, que não tem comprovação científica(foto: Stephane de Sakutin/AFP)
Castex ironizou o fato de o Brasil defender a cloroquina, que não tem comprovação científica (foto: Stephane de Sakutin/AFP)
 
O primeiro-ministro da França, Jean Castex, ironizou, nesta terça-feira (13/4), o fato de o Brasil ser um dos países que mais prescrevem cloroquina contra COVID-19 e provocou risos enquanto discursava aos deputados em seu país. Ele lembrou a dura realidade vivida pelos sul-americanos e disse que as variantes do coronavírus impedem que o nosso país supere a doença. 
 
 
“Gostaria de dizer que o Brasil é o país onde ela (cloroquina) é mais prescrita”, disse Castex, arrancando risos dos parlamentares.
 
Defendido constantemente pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o medicamento não tem comprovação científica, mas foi avalizado pelo Ministério da Saúde principalmente no período em que foi comandado pelo general Eduardo Pazuello
 
 
 
No discurso, Castex mostrou a realidade que vive o Brasil na pandemia da COVID-19: “O Brasil está num situação absolutamente dramática, com uma variante mais perigosa, que infecta mais. Me desculpe, senhor deputado, mas o senhor torce um pouco a realidade, dando a entender que o governo não fez nada. Mas isso é falso, completamente falso", afirmou o primeiro ministro, no Parlamento francês, se dirigindo a um deputado. 

"Mas se tem uma coisa que não fizemos foi seguir suas recomendações de preconização. Você escreveru a presidente da República em 2020 para aconselhar a prescrição de hidroxicloroquina”, completou.

O primeiro-ministro confirmou que os voos do Brasil estão suspensos por tempo indeterminado. A norma surgiu depois de pressão dos próprios franceses, que cobravam um maior controle dos passageiros vindos do país. 
 
Anteriormente, Castex defendeu que toda pessoa que saía do Brasil para a França tinha que apresentar um teste negativo no embarque e outro na chegada, além de permanecer 10 dias em isolamento.
 
 
 
 


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