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Estado de Minas COPENHAGA

Dinamarca inicia reabertura com 'coronapasse'


06/04/2021 15:17

A Dinamarca começou nesta terça-feira(6) a usar o "coronapasse", o novo instrumento para antecipar a reabertura gradual do território que deve ser concluída no final de maio.

Disponível em aplicativo de celular, assim como em papel, o dispositivo permite ao portador frequentar salões de beleza ou mesmo autoescolas, comprovando que está vacinado, que já contraiu o coronavírus - com um resultado positivo entre 2 e 12 semanas - ou um resultado negativo nas últimas 72 horas.

"Há três meses que estou esperando para meu cabelo ser cortado", disse à AFP Rune Højsgaard, uma cientista da computação de 42 anos, feliz por finalmente poder entrar em um cabeleireiro recém-reaberto.

"Fiz um teste no sábado, é válido até esta tarde. Estou acostumado a fazer exames para coronavírus uma ou várias vezes por semana, então não é problema pra mim", explica.

Após quase quatro meses de fechamento, Pernille Nielsen, a cabeleireira, está "animada" para reencontrar seus clientes.

"Esperamos tanto por essa reabertura! Agora, fazemos tudo o que está ao nosso alcance para reabrir e se é isso que precisa ser feito (o coronapasse), então fazemos", resume o chefe do salão, com a colaboração de clientes, que correram para agendar horários assim que reabriu, no final de março.

A Dinamarca é um dos primeiros países da Europa a aplicar este tipo de sistema.

A Comissão Europeia trabalha no lançamento de um "certificado verde" digital para a livre circulação na UE.

No país escandinavo, o "coronapasse" não é usado para viagens no momento, embora o governo pretenda fazê-lo.

O cartão será obrigatório para o acesso aos terraços de cafeterias, cuja reabertura está prevista para 21 de abril, e depois aos restaurantes, museus, teatros e cinemas a partir de 6 de maio.

A reabertura quase geral está prevista para 21 de maio, data escolhida por corresponder ao término da vacinação de maiores de 50 anos.

O "coronapasse" é provisório, dizem as autoridades dinamarquesas, mas deve permanecer em vigor até que toda a população dinamarquesa tenha acesso à vacina, em teoria durante o verão boreal.

- "Coronapasse", mais um problema? -

Os empresários que não exigirem a apresentação do "coronapasse" serão multados em entre 470 a mais de 7.000 dólares em caso de reincidência, informou o Ministério da Justiça.

Para os clientes, a multa será de cerca de 390 dólares.

O dispositivo coercitivo também desperta descontentamento.

No sábado, o movimento contrário às restrições "Men in Black" organiza uma nova manifestação em Copenhague contra o "coronapasse".

Para os comerciantes, representa mais um problema.

"Não é razoável impor (esse controle) a um comerciante. Seria muito melhor se a polícia realizasse a fiscalização, como os controladores de trens", avalia Jakob Brandt, diretor da federação SMVdanmark SME, em entrevista ao jornal Politiken.

Os alunos do ensino médio que retornam parcialmente às suas escolas nesta terça-feira não estão sujeitos ao requisito do "coronapasse", mas é altamente recomendável que todos os alunos com mais de 12 anos de idade e o corpo docente façam testes regulares.

Na Dinamarca, mais de 300.000 testes diários para covid-19 podem ser realizados hoje.

Cerca de 7% dos 5,8 milhões de habitantes foram totalmente vacinados e 13,3% receberam a primeira dose.

A campanha, que começou mais rápido do que em qualquer outro lugar na Europa, foi interrompida enquanto a vacina AstraZeneca permanece suspensa no território até novas avaliações de seus efeitos colaterais.

ASTRAZENECA

NIELSEN HOLDINGS


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