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Estado de Minas ASUNCIÓN

Paraguai espera alcançar imunização 'satisfatória' da população este ano


30/03/2021 17:23

O presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez, disse que seu governo espera alcançar este ano uma "imunização satisfatória" da população contra a covid-19, apesar da demora nas remessas de vacinas, enquanto o sistema sanitário do país está colapsado.

"Chegaremos a uma imunização relativamente satisfatória", disse, otimista, o chefe de Estado deste país de 7 milhões de habitantes.

"Estamos otimistas e temos esperança de que em meados do ano, a vacinação vá gerando um impacto importante que permita salvar vidas e aliviar o sistema de saúde", acrescentou, em coletiva de imprensa.

Abdo disse que no Paraguai o bônus demográfico (população em idade de trabalhar que supera a de crianças e adultos idosos) pode resultar em uma vantagem no momento da imunização contra a covid-19.

Segundo o presidente, de uma população total estimada em 7.300.000 habitantes, 2.000.000 são menores de 18 anos que não requerem vacinas e apenas 700.000 são adultos que estão na faixa de vulnerabilidade.

Além disso, estimou que "a imunização por contágio é calculada em um milhão de pessoas".

Portanto, levando em conta todos os dados, a vacinação poderá gerar um impacto importante em meados do ano, informou.

O presidente, que enfrentou em março grandes protestos e evitou um processo de impeachment, rejeitado pelo Congresso, atribuiu o atraso da imunização em massa a demoras no Covax, mecanismo apoiado pela OMS para garantir o acesso às vacinas.

"O Covax teve um atraso em volume e entrega. Compramos 4.300.000 (doses). Infelizmente, recebemos apenas 36.000 até o momento. Há um compromisso para receber um lote antes da segunda quinzena de abril", afirmou.

O Paraguai recebeu até agora, além destas 36.000 doses da vacina da AstraZeneca, 4.000 doses da russa Sputnik V, 20.000 da chinesa Coronavac doadas pelo Chile.

O presidente destacou que o país já adquiriu 5.300.000 doses de diferentes laboratórios, além de outras 620.000 correspondentes a doações de vários países.

"Outras 9 milhões de doses estão em pleno processo de negociação", disse o chefe de Estado, que estimou que por volta de 7 de abril já terão sido vacinados 100% do pessoal de saúde na linha de frente da pandemia.

As autoridades sanitárias admitiram o colapso hospitalar e a multiplicação de contágios e óbitos, cerca de 50 por dia.

O governo ordenou esta semana uma quarentena não obrigatória até o próximo domingo de Páscoa e o retorno à normalidade no trabalho a partir da segunda-feira, 5 de abril.

Desde o início da pandemia, as infecções no país chegam a 210.425, enquanto o número de mortos alcança 4.113.


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