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Estado de Minas INTERNACIONAL

Coreia do Norte dispara mísseis balísticos de curto alcance em teste militar


25/03/2021 00:56

A Coreia do Norte realizou testes com mísseis balísticos nesta quinta-feira, 25, pela primeira vez desde que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assumiu o cargo. Com o movimento, o país expande sua capacidade militar e aumenta a pressão sobre Washington, enquanto negociações nucleares continuam paralisadas.

O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, disse que os lançamentos ameaçam "a paz e a segurança do Japão e da região" e afirmou que Tóquio vai coordenar de perto com os EUA e com a Coreia do Sul o acompanhamento dos testes militares do país.

Autoridades presentes em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional da Coreia do Sul expressaram "profunda preocupação" com os testes da Coreia do Norte em um momento no qual o governo Biden busca concluir uma revisão da sua política sobre o país.

O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul disse que dois mísseis de curto alcance foram disparados por volta de 19h06 e 19h25 (de Brasília) de uma área na costa leste da Coreia do Norte. Os projéteis voaram 450 quilômetros, a um apogeu de 60 quilômetros, antes de pousar no mar. Os militares sul-coreanos disseram ter intensificado o monitoramento em caso de "novas provocações" do país.

O porta-voz do Comando Indo-Pacífico dos EUA, capitão Mike Kafka, disse que os militares estavam cientes dos mísseis e estavam monitorando a situação de perto, enquanto se consultavam com aliados.

Outro oficial sênior dos EUA, que falou sob a condição de anonimato, corroborou as informações dos militares sul-coreanos, dizendo que as avaliações iniciais sugerem que a Coreia do Norte disparou dois mísseis balísticos de curto alcance.

"Essa atividade destaca a ameaça que o programa ilícito de armas da Coreia do Norte representa para seus vizinhos e para a comunidade internacional", disse Kafka.

Os lançamentos ocorreram um dia após autoridades dos EUA e da Coreia do Sul afirmarem que a Coreia do Norte disparou armas de curto alcance, presumivelmente mísseis, em seu mar ocidental no fim de semana.

A Coreia do Norte tem um histórico de testar novos governos dos EUA com lançamentos de mísseis e outras provocações destinadas a forçar os americanos de volta à mesa de negociação.

Ainda assim, os lançamentos desta quinta-feira, 25, foram uma provocação contida em comparação aos testes de mísseis nucleares e intercontinentais em 2017, que inspiraram temores de guerra antes que a Coreia do Norte adotasse uma postura diplomática em relação ao governo Trump, em 2018.

Analistas dizem que o país vai aumentar gradualmente as exibições militares para aumentar seu poder de barganha, enquanto tenta voltar às negociações paralisadas com o objetivo de tirar vantagens do seu arsenal nuclear para obter benefícios econômicos.

A Coreia do Norte até agora ignorou os esforços de contato do governo Biden, dizendo que não vai se envolver em negociações significativas a menos que Washington abandone suas políticas "hostis."
A irmã do ditador norte-coreano, Kim Jong-Un, repreendeu os EUA na semana passada devido à realização de exercícios militares combinados com a Coreia do Sul, que acabaram no início do mês.
Ela descreveu os exercícios como um ensaio para a invasão do país e disse que Washington deveria "evitar causar confusão" se quiser "dormir em paz" pelos próximos quatro anos.

Os lançamentos ocorreram horas antes de o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Chung Eui-yong, se encontrar com o chanceler russo Sergey Lavrov em Seul para discussões sobre a Coreia do Norte e outros temas regionais.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul disse que os testes de mísseis de domingo foram os primeiros realizados pela Coreia do Norte desde abril de 2020. O presidente Joe Biden minimizou os lançamentos e disse a repórteres: "Não há nenhuma novidade no que eles fizeram."

Embora Kim Jong-un tenha prometido fortalecer seu programa de armas nucleares em discursos recentes, ele também tentou dar uma abertura ao novo governo dos EUA, dizendo que o futuro da relação entre os países depende de Washington.


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