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Estado de Minas BOULDER

Tiroteio em supermercado do Colorado termina em dez mortos


23/03/2021 10:28

Um homem armado matou pelo menos dez pessoas, incluindo um policial, em um supermercado do Colorado na segunda-feira (22), no mais recente caso de ataque armado registrado neste estado do oeste dos Estados Unidos, cenário de dois massacres que permanecem na memória do país.

O atirador foi ferido e está detido, informou Michael Dougherty, promotor do distrito do condado de Boulder, que fica 50 quilômetros ao noroeste de Denver, a capital do Colorado.

Testemunhas no supermercado King Soopers afirmaram que inicialmente ouviram diversos tiros do lado de fora do estabelecimento.

Nevin Sloan, que escapou por pouco com a esposa, Quinlan, descreveu o pânico com a aproximação dos tiros e a dúvida sobre permanecer parado, ou tentar fugir do mercado.

"Começamos a ouvir 'bang, bang, bang' e corri até ela (a esposa) e disse 'precisamos sair daqui'", contou ao canal CBS, antes de revelar que ajudaram outros a escapar por uma saída de emergência.

Ryan Borowski ouviu pelo menos oito tiros no supermercado.

"Quase morri por sair para comprar refrigerante e um saco de batatas", declarou à CNN. "Sinto que não há locais seguros", desabafou.

A chefe de polícia local, Maris Herold, disse que dez pessoas morreram, incluindo o "heroico" agente de polícia Eric Talley, de 51 anos, o primeiro a responder ao chamado de emergência.

"Não me surpreendeu que tenha sido o primeiro a chegar", afirmou seu pai Homer Talley ao canal local KUSA, antes de afirmar que o filho "amava a família mais que tudo".

Imagens transmitidas ao vivo durante a operação mostraram um homem vestido apenas com shorts esportivos e manchado de sangue sendo escoltado para fora da loja por policiais.

Um suspeito detido é a única pessoa com "ferimentos graves", disse o comandante da polícia, Kerry Yamaguchi, que não confirmou se o homem do vídeo era o atirador e qual seria a motivação do ataque.

De acordo com a imprensa local, o homem estava armado com um fuzil AR-15.

A polícia chegou ao local em poucos minutos, depois de ser alertada sobre a presença de um homem armado no estacionamento do supermercado.

"Rapidamente, os agentes entraram no local, em que estava entrincheirado", disse Yamaguchi.

Dezenas de veículos blindados, ambulâncias e profissionais, incluindo agentes do FBI e da SWAT, foram enviados para o local.

Policiais armados foram posicionados no teto do supermercado com a ajuda de um caminhão dos bombeiros.

"As ações dos policiais foram heroicas", elogiou Herold.

"Nossos corações estão partidos por este ato de violência sem sentido", afirmou a porta-voz do King Soopers, Kelli McGannon, que elogiou os "trabalhadores de emergência que responderam de forma tão corajosa aos atos de violência".

O governador do Colorado, Jared Polis, chamou o ataque de "tragédia sem sentido".

- Tragédias no Colorado -

O tiroteio aconteceu poucos dias depois de outro ataque, contra salões de massagem asiáticos no estado da Geórgia, que deixou oito mortos.

Colorado já foi cenário de dois grandes ataques armados que entraram para a história do país.

Em 1999, dois adolescentes mataram 12 colegas e um professor na escola do Ensino Médio de Columbine. Em seguida, eles cometera suicídio.

Em 2012, um homem invadiu um cinema que exibia um filme do Batman em Aurora, no mesmo estado, abriu fogo e matou 12 pessoas. O atirador cumpre pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou no mês passado que desejava que o Congresso aprovasse leis para exigir verificações de antecedentes para todas as vendas de armas e que proíbam o comércio nas lojas de fuzis e armas de alta capacidade.

"Esta administração não vai aguardar o próximo tiroteio em massa para atender o pedido", disse.

O líder democrata do Senado, Chuck Schumer, afirmou que a Câmara Alta "deve avançar e fará isto na legislação para ajudar a controlar a epidemia e a violência com armas".

Na segunda-feira, o senador pelo Colorado Michael Bennet, democrata, pediu aos americanos que "retomem a conversa nacional sobre a violência com armas que não seja reduzida à questão partidária".

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