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Estado de Minas LA PAZ

Derrota em eleições locais obriga governo da Bolívia a negociar, indicam analistas


08/03/2021 19:08

A esquerda governante na Bolívia terá que partir para a negociação, após sofrer uma derrota ontem nas eleições locais, quatro meses depois do seu retorno ao poder com o presidente Luis Arce, apoiado por Evo Morales, opinaram analistas nesta segunda-feira.

O governante Movimento ao Socialismo (MAS) sofreu um duro revés nas quatro principais cidades do país (La Paz, El Alto, Santa Cruz e Cochabamba), de acordo com projeções dos canais de TV. Os resultados oficiais serão divulgados até sábado.

Segundo o analista Carlos Borth, a derrota do MAS "tem efeitos internos substanciais" e o partido irá avaliar de quem é a culpa. O MAS também perdeu as prefeituras de Oruro, Potosí, Tarija e Trinidad, vencendo apenas em Sucre e Cobija.

- Três de nove governos -

A eleição dos prefeitos é definida em primeiro turno, por maioria simples de votos. Já a votação para governador é definida em primeiro turno apenas se o primeiro colocado superar 50% mais 1 dos votos ou alcançar 40% com uma vantagem de 10 pontos para o segundo colocado. Dos nove governos do país, o MAS garantiu três: Cochabamba, Oruro e Potosí, segundo as projeções.

"Caímos entre 15% e 20%" em relação às eleições gerais de 2019 e "isso não é algo inédito", reconheceu o presidente do Senado, o governista Andrónico Rodríguez. "Esses resultados nos convidarão a refletir e ajustar muitos erros dentro do MAS", declarou, em entrevista coletiva.

Arce venceu as eleições gerais de outubro no primeiro turno, com 55% dos votos. É possível que ele opte por manter "uma relação fria e distante" com os prefeitos e governadores de oposição, prevê o professor de Ciência Política Carlos Cordero. Nesse caso, adverte, "a ingovernabilidade será para Arce, porque os prefeitos e governadores eleitos contam com o apoio cidadão".

O presidente discursou hoje durante um ato pelo Dia Internacional da Mulher, mas não mencionou o resultado das eleições.

Quase 7,1 milhões de bolivianos estavam registrados para votar e definir nove governadores e 336 prefeitos, e seus respectivos membros da assembleia regional e vereadores.


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