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Estado de Minas ROMA

Papa retorna a Roma depois de viagem histórica ao Iraque


08/03/2021 10:52 - atualizado 08/03/2021 11:02

(foto: AFP / POOL / YARA NARDI)
(foto: AFP / POOL / YARA NARDI)
O papa Francisco retornou nesta segunda-feira (08/03) a Roma após sua visita histórica ao Iraque, um país abalado por anos de violência e guerras. O voo do papa aterrissou às 11h55 (8h55 de Brasília) no aeroporto romano de Ciampino após uma viagem de três dias, iniciada na sexta-feira e durante a qual o pontífice visitou seis cidades.

Apesar de ser considerada a viagem mais arriscada de seu pontificado, a visita transcorreu sem incidentes e teve um forte impacto político e religioso.

Francisco, 84 anos, visitou a capital Bagdá, assim como Mossul e Qaraqosh, duas cidades do norte do país que foram vítimas do terror dos extremistas do grupo Estado Islâmico (EI).

Na cidade sagrada de Najaf (sul), o papa se reuniu com o grande aiatolá Ali Sistani, uma referência religiosa para a maioria dos muçulmanos xiitas do mundo.

"O Iraque sempre permanecerá comigo, em meu coração", disse Francisco no domingo à noite, após uma missa para milhares de fiéis em um estádio em Erbil, no Curdistão iraquiano.

Durante a viagem, Francisco teve gestos simbólicos e rezou em silêncio, de pé, nas ruínas de uma igreja em Mossul, pelos mártires, os perseguidos, os assassinados, os mortos, os esquecidos.

Francisco também deseja levar uma voz alívio aos cristãos do Iraque (1% da população atualmente, contra 6% há 20 anos) e, ao mesmo tempo, fez questão de visitar este país de maioria muçulmana em sua primeira viagem ao exterior em 15 meses.

Devido à pandemia de covid-19, com exceção da missa de domingo em Erbil, o pontífice se reuniu com poucas pessoas e não teve encontros com multidões, algo comum em suas viagens ao exterior.

Ele viajou 1.445 km através do Iraque, principalmente de avião e helicóptero, sobrevoando áreas onde ainda existem células extremistas clandestinas, apesar da derrota do EI em 2017.

Em seus discursos no Iraque, país que declarou vitória sobre o EI, o pontífice denunciou o "terrorismo que abusa da religião", pediu "paz e unidade" no Oriente Médio e lamentou a saída dos cristãos da região como um "dano incalculável".

Também participou em uma oração ecumênica com as diferentes religiões presentes no Iraque na cidade de Ur, local de nascimento, segundo a Bíblia, do patriarca Abraão, pai das três religiões monoteístas, ao lado de representantes da diferentes religiões presentes há milênios no Iraque, uma mensagem a favor do diálogo entre as religiões.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, elogiou nesta segunda-feira a visita histórica do papa Francisco ao Iraque, que transmitiu uma mensagem "importante" de irmandade e paz.

"Ver o papa Francisco visitar lugares religiosos como a cidade bíblica natal de Abraão, passar tempo com o grande aiatolá Ali Sistani em Najaf e rezar em Mossul, uma cidade que há alguns anos sofreu a violência e intolerância de um grupo como o Estado Islâmico, é um símbolo de esperança para o mundo inteiro", afirma Biden em um comunicado.

Depois de felicitar o "governo e o povo iraquiano" pela organização da visita "monumental", o presidente americano reiterou sua "admiração" pelo papa Francisco.

Joe Biden, o segundo presidente católico na história dos Estados Unidos depois de John F. Kennedy, elogiou especialmente o compromisso do sumo pontífice com a "tolerância religiosa".


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