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Estado de Minas WASHINGTON

Senado dos EUA debate pacote de ajuda financeira pela covid-19


04/03/2021 23:59 - atualizado 05/03/2021 00:01

O Senado dos Estados Unidos começou nesta quinta-feira (4) a estudar o pacote de apoio financeiro pela pandemia de US$ 1,9 trilhões, a maior prioridade legislativa do presidente Joe Biden, que deverá enfrentar vários obstáculos.

Os republicanos pareciam coincidir em sua oposição à proposta devido a seu custo elevado, enquanto os legisladores se preparam para longos dias que incluirão até 20 horas de debates e uma longa lista de emendas, que levarão a votações polêmicas antes da aprovação final do projeto.

Mas Biden precisa implementar o quanto antes seus elementos-chave, inclusive os cheques diretos no valor de até 1.400 dólares para a maioria dos americanos, o financiamento das vacinas, a ampliação do auxílio ao desemprego, recursos para ajudar a abrir rapidamente as escolas e dinheiro para empresas e comunidades mais afetadas.

A vice-presidente, Kamala Harris, deu o voto de Minerva para acabar com o empate em 50-50 da Câmara alta, permitindo o início dos debates.

O processo foi imediatamente bloqueado quando o senador republicano Ron Johnson exigiu a leitura em voz alta de todo o pacote sobre o coronavírus no plenário, um procedimento do qual quase sempre se prescinde.

A versão aprovada na Câmara dos Representantes na semana passada tinha 630 páginas, e calcula-se que a leitura vá durar umas dez horas, o que significa que o debate do projeto de lei começará depois da meia-noite.

"Eu me sinto mal pelos que terão que lê-lo, mas é simplesmente importante", disse Johnson, que já foi alvo de críticas esta semana por sugerir que a letal invasão de 6 de janeiro ao Capitólio não foi uma "insurreição armada".

"Por que estamos autorizando outro 1,9 trilhão de dólares quando ainda temos um trilhão de dólares esperando" para ser gasto de projetos anteriores da lei de ajuda à pandemia?, questionou, dirigindo-se a jornalistas.

"É difícil gastar tanto dinheiro", acrescentou.

Os republicanos tentam atrasar o processo e por isso os senadores se preparam para uma votação que poderia se prolongar até o fim de semana ou a semana que vem.

Uma questão central era se os democratas se manterão unidos em um projeto de lei tão abrangente.

O líder da maioria do Senado, Chuck Schumer, expressou sua confiança em que o farão e insistiu em que os democratas estão "encantados" com a manobra de Johnson.

"Se o senador do Wisconsin quer lê-lo, que todo mundo o escute porque tem um apoio avassalador" do público americano, disse Schumer à Câmara.

"Não importa o tempo que levar, o Senado vai permanecer em sessão para terminar o projeto de lei esta semana", acrescentou.

O pacote já sofreu um revés democrata, pois a linguagem sobre o tema do salário mínimo de 15 dólares no projeto de lei da Câmara de Representantes foi declarada inelegível para a versão do Senado, segundo as regras de reconciliação orçamentária.

O dia transcorreu sem incidentes nesta quinta-feira no Capitólio de Washington, colocado sob segurança máxima depois que a polícia alertou que uma "milícia" estava tentando atacar o prédio do Congresso, após o ataque de extremistas pró-Trump em janeiro que deixou cinco mortos.


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