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Estado de Minas NOVA YORK

Acusado de assédio sexual, governador de NY diz que não renunciará


03/03/2021 16:38 - atualizado 03/03/2021 16:40

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, disse nesta quarta-feira (3) que não renunciará após ser denunciado por assédio sexual por três mulheres, duas das quais trabalharam para ele.

"Não vou renunciar", declarou Cuomo em sua primeira entrevista coletiva após a revelação das acusações.

O governador democrata se desculpou por seu comportamento e pediu aos residentes do estado de Nova York "que esperem os fatos do relatório do procurador-geral antes de formar uma opinião" sobre o que aconteceu.

"Agi de uma forma que deixou as pessoas desconfortáveis", mas "não foi intencional", disse Cuomo, de 63 anos. "Eu me sinto péssimo com isso e, francamente, estou envergonhado", afirmou à beira das lágrimas, com a voz trêmula.

"Nunca toquei em ninguém de forma inapropriada", garantiu. "Eu certamente nunca, nunca tive a intenção de ofender ou machucar alguém ou causar dor a alguém."

Cuomo se comprometeu a cooperar "totalmente" com a investigação independente conduzida pela procuradora-geral do estado, Letitia James.

"Peço desculpas por qualquer dor que possa ter causado a alguém, nunca foi minha intenção e serei uma pessoa melhor com essa experiência", disse ele.

Cuomo, que se tornou uma estrela nacional em 2020 por sua gestão da pandemia, caiu em desgraça nos últimos dias.

Vários analistas previram que ele faria parte do governo do presidente Joe Biden, mas agora muitos membros de seu partido estão pedindo sua renúncia.

Cuomo, já sob os holofotes por ter minimizado o número de mortes por coronavírus em lares de idosos no estado de Nova York, autorizou formalmente uma investigação na segunda-feira depois que duas ex-funcionárias o acusaram de condutas inapropriadas.

Horas depois, Anna Ruch, de 33 anos, que ao contrário das autoras das denúncias anteriores nunca trabalhou com ele, disse ao The New York Times que Cuomo a abordou em um casamento em 2019. Ele teria perguntado se poderia beijá-la, após ela empurrar a mão que ele havia colocado na parte inferior de suas costas.

"Fiquei muito confusa, chocada e envergonhada", contou ela ao jornal. "Virei a cabeça e fiquei sem palavras."

Políticos democratas e republicanos juntaram-se às mulheres e a organizações contra o abuso para pedir a renúncia do governador, cujo terceiro mandato termina no final de 2022. Em teoria, Cuomo pode concorrer a um quarto mandato.

"Se essas alegações forem verdadeiras, ele não pode governar", disse nesta terça o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, também democrata e rival de longa data de Cuomo.


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