A Rússia advertiu o governo dos Estados Unidos a "não brincar com o fogo" depois da adoção de sanções contra sete altos funcionários russos, em uma resposta ao envenenamento do opositor Alexei Navalny, atribuído por Washington ao Kremlin.
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Papa Francisco mantém viagem ao Iraque apesar de ataque com foguetes contra baseNovo dia de repressão em Mianmar deixa pelo menos sete mortosFiat Chrysler resiste à crise e registra lucro líquido em 2020"Triunfa o absurdo", afirmou a diplomacia russa, ao acusar Washington de utilizar Navalny como "pretexto para interferir abertamente nos assuntos internos" da Rússia.
"Vamos reagir com base no princípio da reciprocidade", completou o ministério. A nota oficial afirma ainda que "os cálculos para impor algo à Rússia por meio de sanções ou outras pressões fracassaram no passado e fracassarão hoje".
"Seguiremos defendendo nossos interesses nacionais de forma sistemática e decidida, rejeitando qualquer agressão. Pedimos a nossos colegas para não brincar com com fogo", destacou o ministério, antes de acrescentar que o governo dos Estados Unidos "perdeu o direito moral de dar lições nos demais".
Washington anunciou na terça-feira sanções contra altos funcionários de Moscou.
Estas foram as primeiras sanções contra a Rússia anunciadas por Joe Biden que, desde que assumiu a presidência em 20 de janeiro, adotou um tom mais duro com Moscou que o de seu antecessor Donald Trump.
As sanções afetam Alexánder Bortnikov, diretor do Serviço Federal de Segurança (FSB), o diretor do serviço penitenciário Alexander Kalashnikov, o procurador-geral Igor Krasnov e um grande colaborador do presidente Vladimir Putin, Serguei Kiriyenko.
Na segunda-feira, a União Europeia formalizou sanções contra quatro altos funcionários russos envolvidos no processo judicial contra Navalny e a repressão de seus partidários.