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Estado de Minas ROMA

Itália toma medidas nas escolas devido a aumento da variante inglesa de coronavírus


02/03/2021 17:09

O novo governo da Itália ordenou o fechamento das escolas nas chamadas regiões vermelhas, nesta terça-feira (2), após dados mostrarem que a maioria dos casos de coronavírus se deve à variante inglesa, considerada mais contagiosa.

Todas as escolas permanecerão fechadas nas duas regiões vermelhas (Molisse e Basilicata, ambas no sul), as de maior risco, de acordo com as novas regras que entrarão em vigor no sábado. Anteriormente, a medida envolvia apenas escolas de ensino médio.

As autoridades regionais, a seu critério, podem suspender o ensino presencial nas áreas laranja e amarela, de menor risco, de acordo com o decreto, em vigor até 6 de abril.

A medida foi tomada após a publicação de novos dados do Instituto Nacional de Saúde (ISS), que revelam que 54% dos casos de coronavírus na Itália se devem à chamada variante britânica, que, aos poucos, torna-se a dominante na Europa.

"A variante britânica tem uma capacidade particular de penetrar nas gerações mais jovens", explicou o ministro da Saúde, Roberto Speranza. "Isso nos forçou a tomar uma decisão: a educação será à distância em todos os níveis escolares nas zonas vermelhas", disse.

Este é o primeiro decreto contra o coronavírus do novo primeiro-ministro, Mario Draghi, que assumiu o cargo em 13 de fevereiro, depois que a coalizão de centro-esquerda anterior perdeu a maioria devido a uma disputa interna sobre o manejo da pandemia, que já deixou quase 100.000 mortos na Itália e devastou sua economia.

O ex-presidente do Banco Central Europeu prometeu combater "com todos os meios" a pandemia, detectada pela primeira vez na Europa há um ano, na Itália.

Nesta segunda-feira, Draghi nomeou o general Francesco Paolo Figliuolo, para substituir o empresário Domenico Arcuri como comissário especial da Itália para emergências de saúde.

A proibição de viagens entre as regiões da Itália permanece até 27 de março. Teatros e cinemas poderão reabrir a partir da mesma data nas zonas amarelas, de baixo risco, embora com 25% de sua capacidade, enquanto os museus poderão abrir aos sábados, além dos dias de semana, como é possível atualmente.


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