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Estado de Minas CORONAVÍRUS

Japão pede à China fim do teste anal de COVID-19 em seus cidadãos

Japoneses expressaram "profundo sofrimento psicológico" no uso do cotonete retal


02/03/2021 07:17 - atualizado 02/03/2021 07:36

Governo japonês pede preferência aos testes de garganta e nariz(foto: Ronny Hartmann / AFP)
Governo japonês pede preferência aos testes de garganta e nariz (foto: Ronny Hartmann / AFP)

O governo do Japão pediu à China que pare com os testes anais de COVID-19 nos cidadãos japoneses devido ao "sofrimento psicológico" provocado pelo processo.

A solicitação do governo japonês foi divulgada depois de informações que diplomatas americanos na China reclamaram de terem sido submetidos a testes similares, o que Pequim negou.

A China, que conseguiu controlar a pandemia em seu território, afirmou no mês passado que os testes realizados em amostras de cotonete retal permitem aumentar a taxa de detecção de pessoas infectadas, em comparação com amostras de garganta ou nariz.

O Japão transmitiu um pedido oficial à China por meio da embaixada em Pequim, solicitando que seus cidadãos não sejam submetidos a esta prática, depois que expatriados japoneses expressaram "profundo sofrimento psicológico" por estes métodos, disse na segunda-feira o porta-voz do governo japonês Katsunobu Kato.

"Até o momento, não recebemos respostas que digam que vão mudar. Vamos prosseguir com nossos apelos neste sentido", completou, antes de afirmar que não tem informações sobre o uso do método em outros lugares fora da China.

O método está "baseado na ciência" e depende da "evolução da situação epidemiológica e das leis e regras em vigor", disse um porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores.

No mês passado, a imprensa dos Estados Unidos informou que funcionários do Departamento de Estado americano reclamaram dos testes, mas Pequim respondeu que "nunca pediu aos funcionários da diplomacia americana que se submetessem a testes anais para COVID-19".

As autoridades chinesas utilizam o método para diagnosticar pessoas consideradas de alto risco de contrair o vírus, em particular os moradores de bairros onde foram detectados casos e passageiros internacionais.


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