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Estado de Minas PANDEMIA

Reino Unido procura pessoa que importou variante brasileira do coronavírus

Ministro da Saúde britânico falou na TV sobre chegada de viajante com cepa que surgiu em Manaus


01/03/2021 16:07 - atualizado 01/03/2021 16:51

Governo britânico não tem contato de uma das três pessoas que chegaram com variante na Inglaterra(foto: Anthony Devlin/AFP)
Governo britânico não tem contato de uma das três pessoas que chegaram com variante na Inglaterra (foto: Anthony Devlin/AFP)
O governo britânico lançou um apelo nesta segunda-feira (1) para encontrar uma pessoa que importou para o Reino Unido a cepa do coronavírus originária no Brasil, diante da preocupação dos especialistas sobre a possível resistência dessa variante às vacinas atuais.

A cepa que surgiu em Manaus, na Amazônia brasileira, foi detectada em três pessoas que desembarcaram na Escócia e em outras três na Inglaterra, mas uma destas últimas ainda não foi localizada porque não forneceu seus dados ao realizar o teste.

"Quem fez o teste em 12 ou 13 de fevereiro e não recebeu o resultado deve entrar em contato com as autoridades", avisou o ministro da Saúde, Matt Hancock, em entrevista coletiva transmitida pela televisão.

Não ter os dados de contato de uma pessoa testada "é algo extremamente raro", afirmou a consultora médica do governo, Susan Hopkins.

Ela alertou que a mutação brasileira do coronavírus e outras "estão associadas a um menor impacto dos anticorpos contra o vírus em experimentos de laboratório".

"As vacinas atuais ainda não foram estudadas contra essa 'cepa brasileira'", então "por enquanto é importante acompanhar esses casos o mais de perto possível", ressaltou.

Nesse contexto, será lançada uma campanha de "testes massivos" em Gloucestershire, no sul da Inglaterra, onde os outros dois casos dessa variante foram detectados.

Voos diretos de toda América do Sul, Panamá e Portugal - entre outros países - seguem suspensos(foto: Justin Tallis/AFP)
Voos diretos de toda América do Sul, Panamá e Portugal - entre outros países - seguem suspensos (foto: Justin Tallis/AFP)

De São Paulo a Londres via Zurique

País mais atingido da Europa, com quase 123 mil mortes confirmadas por COVID-19, o Reino Unido foca sua estratégia em uma campanha maciça de vacinação - que começou em 8 de dezembro e já atendeu mais de 20 milhões dos 66 milhões de habitantes do país, atualmente confinado pela terceira vez desde o início de janeiro.

Desde meados de janeiro, voos diretos de toda América do Sul, Panamá e Portugal - entre outros países - foram suspensos e britânicos e residentes dessas origens devem passar por 10 dias de quarentena em um hotel.

Mas os que importaram a cepa para a Inglaterra chegaram de São Paulo antes da implementação das medidas em um voo via Zurique, gerando reclamações da oposição britânica sobre deficiências no sistema de controle.

"Temos um dos regimes de fronteira mais rígidos do mundo para impedir a entrada neste país de pessoas com as variantes que nos preocupam", se defendeu o primeiro-ministro Boris Johnson nesta segunda-feira, destacando o "esforço maciço" feito por seu executivo para implantar "o mais rápido possível 'medidas' muito difíceis", como quarentenas em hotéis.

"Atualmente não temos razão para acreditar que nossas vacinas sejam ineficazes contra essas novas variantes", disse ele a repórteres durante uma visita a uma escola em Stoke-on-Trent, no norte da Inglaterra.

Enquanto a Inglaterra se prepara para reabrir suas escolas na próxima semana, especialistas alertam que a variante brasileira é mais contagiosa e pode ser mais resistente às vacinas atuais do que a variante predominante no país, descoberta em dezembro no sudeste da Inglaterra.


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