Publicidade

Estado de Minas

Presidente da Argentina pede renúncia de ministro após desvio de vacinas

Em programa de rádio, jornalista alega ter tomado imunizante por causa da amizade com chefe da pasta da Saúde


19/02/2021 21:09 - atualizado 19/02/2021 21:40

Alberto Fernández exige que ministro deixe o cargo por causa do escândalo(foto: Emiliano Lasalvia/AFP)
Alberto Fernández exige que ministro deixe o cargo por causa do escândalo (foto: Emiliano Lasalvia/AFP)

Uma denúncia involuntária de corrupção na aplicação das vacinas contra o coronavírus provocou crise no governo da Argentina nesta sexta-feira (19/2). O presidente Alberto Fernández pediu imediatamente a renúncia do ministro da Saúde, Ginés García, depois que ele supostamente liberou um jornalista a tomar o imunizante sem estar na lista de prioridades do governo. 
 
O escândalo começou após Horacio Verbitsky afirmar em sua emissora de rádio que, por causa de sua longa amizade com o ministro, conseguiu se vacinar em seu gabinete. Ele alegou que sua família teve surto da doença, na qual morreu um parente.

O jornalista também é ligado a um grupo que defende os direitos humanos. Com a repercussão do caso, ele acabou sendo demitido da rádio.

De acordo com a imprensa local, outras pessoas próximas ao governo também foram vacinadas no Ministério da Saúde, furando a fila de prioridades.

A Argentina vacinou até o momento apenas os profissionais de saúde. Nesta semana, o governo iniciou a campanha para vacinar maiores de 70 anos na região de Buenos Aires.  

No momento, o país recebeu 1,22 milhões de doses da Sputnik V e 580 mil da Covishield, vacina do Serum Institute of India.
 
O plano de imunização argentino inclui, mais à frente, vacinas da aliança britânica Oxford/AstraZeneca e de outros contratos, inclusive por meio do mecanismo de cooperação internacional Covax, totalizando 62 milhões de doses.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade