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Estado de Minas ASUNCIÓN

Líder opositor do Paraguai, Efraín Alegre é condenado à prisão


28/01/2021 22:54 - atualizado 28/01/2021 22:54

Uma juíza de garantias determinou a prisão preventiva do líder opositor do Paraguai Efraín Alegre, ex-adversário do atual presidente Mario Abdo Benítez nas eleições gerais de 2018, informaram fontes judiciais nesta quinta-feira (28).

Apoiado por dezenas de partidários que o acompanharam até um presídio em Assunção, Alegre se entregou à polícia esta noite, em cumprimento da sentença, constatou a AFP.

Alegre, de 57 anos, ex-adversário do atual presidente, Mario Abdo Benítez, nas eleições de 2018. foi acusado de crimes de corrupção na prestação de contas do seu partido naquele pleito.

Seguido por militantes do seu Partido Liberal, o principal da oposição, Alegre se apresentou primeiro no presídio de Tacumbú, mas as autoridades não o receberam alegando a existência de casos de covid-19.

Por fim, Alegre foi aceito como detento na Agrupação Especializada da Polícia, a 300 metros da entrada principal de Tacumbú, a principal prisão do país.

O opositor responsabilizou o ex-presidente Horacio Cartes e o presidente Abdo como responsáveis por seu processo e prisão.

Alegre é investigado pela adulteração de documentos de despesas eleitorais no departamento (estado) de Alto Paraná.

Em sua defesa, ele afirma que como candidato à Presidência, a lei o proíbe administrar recursos. No entanto, a justiça o acusou na qualidade de presidente do Partido Liberal.

A juíza de garantias Cinthia Lovera havia determinado seu envio ao presídio Tacumbú, o principal do país, situado a 15 quarteirões do centro da capital.

"A prisão será nossa trincheira", disse Alegre em uma mensagem a seus apoiadores em um palanque improvisado em frente à sede do Partido Liberal, o principal da oposição, do qual é presidente, antes de se dirigir à penitenciária.

O dirigente, derrotado por menos de 4% as eleições de 2018 para Mario Abdo, do Partido Colorado, em disputadas eleições em abril de 2018 e se prepara para disputar o pleito em 2023.

A juíza Lovera argumentou que Alegre se negou sistematicamente a oferecer uma caução na quantia de aproximadamente 22.000 dólares para evitar sua prisão preventiva.


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