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Estado de Minas PEQUIM

Incursões chinesas em Taiwan são 'advertência' aos EUA, diz Pequim


27/01/2021 09:26

A recente incursão de aviões militares chineses no Estreito de Taiwan constitui uma "advertência solene" aos Estados Unidos e aos "separatistas" taiwaneses - alertou Pequim nesta quarta-feira (27), em um contexto em que a ilha continua sendo um assunto delicado entre a China e o novo governo americano.

Uma dúzia de caças e de bombardeiros chineses, um número excepcionalmente elevado, penetrou no sábado e domingo (23 e 24) a área de identificação da defesa aérea de Taiwan, a cerca de 200-250 quilômetros da costa taiwanesa.

Os Estados Unidos garantiram que seu apoio a Taiwan é "sólido como uma rocha" e pediram a Pequim para "encerrar suas pressões militares, diplomáticas e econômicas" sobre a ilha.

"Essas manobras militares no Estreito de Taiwan buscam defender com firmeza nossa soberania", afirmou nesta quarta-feira Zhu Fenglian, porta-voz do Escritório de Assuntos Taiwaneses, um órgão do governo chinês.

"É uma advertência solene às potências estrangeiras, para que cessem suas interferências, e às forças separatistas taiwanesas, para que cessem suas provocações", acrescentou.

A China continental (liderada pelo Partido Comunista) e Taiwan (refúgio do Exército nacionalista depois da Guerra Civil chinesa em 1949) são governados há mais de 70 anos por dois regimes diferentes.

A ilha de 23 milhões de habitantes tem um sistema democrático. Pequim a considera, no entanto, uma província chinesa e ameaça retomá-la à força, em caso de uma proclamação formal de independência, ou de uma intervenção americana.

Embora Washington tenha rompido as relações diplomáticas com Taipei em 1979 para reconhecer Pequim como o único representante oficial da China, mantém uma relação ambígua e continua sendo seu aliado mais poderoso e seu principal provedor de armas.

Os presidentes americanos costumam ser prudentes em sua política com Taiwan para não enfurecer Pequim. Isso mudou, porém, no governo do republicano Donald Trump, que se aproximou mais de Taiwan e se distanciou da China.

Esta tendência pode continuar com o governo Biden, que convidou a representante taiwanesa nos Estados Unidos para sua posse. Foi a primeira vez desde 1979.

"Não prometemos abandonar o uso da força e nos reservamos a possibilidade de adotar todas as medidas necessárias" contra Taiwan, alertou a porta-voz chinesa.

As relações entre Pequim e Taipei são especialmente tensas desde a chegada ao poder, em 2016, da presidente taiwanesa, Tsai Ing-wen, cujo partido milita pela independência da ilha, uma linha vermelha para a China.


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