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Estado de Minas LIMA

Peru mobiliza militares até a fronteira com o Equador para impedir entrada de migrantes


26/01/2021 20:16 - atualizado 26/01/2021 20:19

O Peru iniciou nesta terça-feira (26) a mobilização de cinquenta unidades blindadas e motorizadas do exército ao longo da fronteira com o Equador, na tentativa de controlar a entrada de migrantes sem documentos, principalmente venezuelanos.

O Comando Conjunto das Forças Armadas do Peru indicou em mensagem em seu Twitter que, após reunião com o alto comando militar equatoriano, decidiu-se "reforçar as medidas de controle", que "continuará nos próximos dias com as respectivas medidas de bloqueio à entrada de migrantes ilegais".

Em Tumbes, região da fronteira norte, a 1.280 quilômetros de Lima, foi possível observar uma fileira de veículos blindados circulando pelas ruas, segundo imagens da imprensa local.

O Comando Conjunto detalhou que a operação compreende "mais de 50 veículos entre blindados, caminhões e patrulheiros, e mais de 1.200 efetivos militares" que "se deslocaram até 30 passos ilegais detectados na zona limítrofe".

A ministra peruana da Defesa, Nuria Esparch, informou na fronteira que a operação tem sido conjunta entre Peru e Equador, e será mantida "até que seja necessário".

Também apontou que "as fronteiras estão fechadas por motivos sanitários e temos que controlar que qualquer passo tenha todas as garantias".

Mas acrescentou que "há pessoas aqui, não só é contrabando, e temos que garantir que os direitos e a vida de todos sejm cuidada".

A imprensa também noticiou que alguns grupos de migrantes atacaram a polícia peruana atirando pedras.

Tumbes é o principal ponto de passagem no Peru para as centenas de migrantes venezuelanos que diariamente cruzam o Equador para tentar permanecer neste país ou chegar ao Chile ou mesmo à Argentina.

O embaixador venezuelano nomeado pelo líder da oposição Juan Guaidó no Peru, Carlos Scull, solicitou em mensagem no Twitter às autoridades peruanas que "zelem pelos direitos humanos dos venezuelanos na fronteira com o Equador".

"Concordamos com a migração segura, mas uma abordagem humanitária que considere casos como reunificação familiar e refúgio deve prevalecer", disse.

A passagem legal da fronteira entre os dois países continua fechada, como medida para conter as infecções por coronavírus.

No início de janeiro, porém, as forças armadas do Peru e do Equador detectaram e destruíram 11 rotas ilegais de pessoas e veículos com contrabando.

O Peru enfrenta uma segunda onda de covid-19 desde o início deste ano. Depois dos feriados de Natal e Ano Novo, as infecções diárias aumentaram e passaram de mil para mais de cinco mil, enquanto as mortes dispararam de uma média de 40 por dia para mais de cem, apesar da persistência de medidas e os pedidos para que se respeite o distanciamento social.

O Peru, com 33 milhões de habitantes, registrou cerca de 1,1 milhão de infecções e quase 40.000 mortes até o último final de semana.


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