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Estado de Minas PARIS

Remédio para doenças reumáticas decepciona no tratamento da covid, diz estudo


22/01/2021 22:01

O remédio anakinra, utilizado contra doenças reumáticas, não melhora o estado de saúde de pacientes com pneumonia "média ou moderada", provocada pelo novo coronavírus, segundo os resultados de um ensaio clínico francês que será publicado neste sábado.

"São necessárias mais pesquisas no futuro para analisar a eficácia do anakinra em grupos de pacientes com uma infecção mais grave por covid-19", destacou em um comunicado a AP-HP (Assistência Pública - Hospitais de Paris), onde foi realizado o ensaio.

O estudo, cujos resultados são publicados na revista médica The Lancet Respiratory Medicine, foi realizado com 116 pacientes de 16 hospitais franceses.

O critério exigido foi que tivessem sido "hospitalizados com pneumonia por covid-19 média ou moderada", com administração de oxigênio, mas sem receber "ventilação".

Destes doentes, 59 receberam anakinra além do tratamento normal e 57, não.

Depois de quatro dias, "21 (36%) dos 59 pacientes do grupo do anakinra tinham piorado contra 21 (38%) dos 55 pacientes do grupo sob tratamento habitual".

Depois de 14 dias, "28 (47%) dos 59 pacientes do grupo do anakinra e 28 (51%) dos 55 pacientes do grupo sob tratamento habitual precisaram de ventilação não invasiva ou mecânica, ou morreram".

Após 90 dias, "16 (27%) pacientes do grupo do anakinra e 15 (25%) pacientes do grupo sob tratamento habituam haviam morrido".

"Estes resultados demonstram que o anakinra não melhorou a evolução dos pacientes com pneumonia por covid-19 média ou moderada", diz a AP-HP.

"O ensaio terminou prematuramente por recomendação do comitê de vigilância e acompanhamento de dados", o organismo que supervisiona cada ensaio clínico.

No final de outubro, a Agência Francesa de Medicamentos (ANSM) anunciou a suspensão de outro ensaio clínico que avaliava o anakinra porque teria sido detectada uma mortalidade elevada inexplicável entre os pacientes tratados, segundo dados preliminares.

Mas em dezembro, a ANSM afirmou que, após a análise de mais dados, este risco "não estava confirmado" e levantou a suspensão.


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