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Estado de Minas PARIS

Luto, lágrimas e desespero na pandemia em 10 fotos


22/01/2021 10:49

Desespero, lágrimas, luto e desemprego. O coronavírus, que já cobrou mais de dois milhões de vidas em um ano em todo o mundo, semeia a tristeza e a desolação e paralisa a vida econômica. Dez fotos da AFP, tiradas este mês, refletem esta realidade cruel.

MEISSEN, 20 de janeiro de 2021:

"Neste momento, recebemos 400 (caixões) em uma semana para cremar", duas vezes mais que a quantidade habitual, disse Jörg Schaldach, diretor do crematório de Meissen, ao leste da Alemanha. "Aqueles que negam o coronavírus, que venham e nos ajudem a transportar os caixões. Nossas mãos têm carregado 750 toneladas de mortos".

MANAUS, 20 de janeiro de 2021:

"Sábado foi o pior dia", conta em Manaus (Amazônia, Brasil) Roberto Freitas, de 32 anos. "Um funcionário municipal me disse que o oxigênio não chegaria a tempo e que já poderia chamar um caminhão frigorífico para buscar o corpo. Só me resta chorar", lamenta.

TÓQUIO, 19 de janeiro de 2021:

"Não tem mais trabalho. Nada!", diz à AFP um trabalhador da construção, Yuishiro, de 46 anos. "No Japão, a imprensa não fala disso com frequência, mas muita gente dorme em estações de trem, entre caixas. Alguns morrem de fome".

APPLE VALLEY, Califórnia, 13 de janeiro de 2021:

"É sem dúvida alguma o momento mais sombrio de toda minha carreira. Não há dúvidas" afirma Kari McGuire, enfermeira que supervisiona os cuidados paliativos do hospital no condado rural de Apple Valley. "É astronômico, nunca tinha visto antes uma quantidade semelhante de mortos".

LOS ANGELES, Hospital Martin Luther King Jr, 13 de janeiro de 2021:

"É difícil. Somos humanos e fazemos o que podemos", afirma Vanessa Arias, uma enfermeira do serviço de cuidados intensivos do hospital Martin Luther King de um dos distritos mais pobres de Los Angeles. "Mas vimos tantos mortos nas últimas semanas. Estamos no olho do ciclone".

LOS ANGELES, Casa funerária, 16 de janeiro de 2021:

"No fim de semana passado tive que recusar 16 famílias, para as quais não podia organizar serviços funerários (...)", lamenta Candy Boyd, proprietária de uma casa funerária em Los Angeles (Califórnia). "A situação está ficando fora de controle".

MÉXICO, 11 de janeiro de 2021:

"Aqui, para obter um leito, tem que esperar alguém morrer ou ir embora... É difícil, mas é assim", se lamenta Angel Zuñiga, coordenador da Cruz Vermelha em Toluca, uma cidade do México.

WUHAN, 11 de janeiro de 2021:

"Wuhan é agora a cidade mais segura da China, e até mesmo do mundo" afirma Xiong Liansheng, de 66 anos. Há um ano, Wuhan, cidade do centro da China, foi considerada o foco da pandemia.

Festa de Kumbh Mela, Índia, 13 de janeiro de 2021:

"A Índia não é como a Europa no que se refere à imunidade, estamos melhor preparados. É realmente triste constatar que não vem mais tanta gente para Kumbh Mela, simplesmente por medo de um espirro ou uma tosse" afirma Sanjay Sharma, um peregrino de 50 anos, e acrescenta: "a maior das verdades no mundo é a morte. De que adianta viver com medo?".

HARARE, Zimbábue, 17 de janeiro de 2021:

"É tudo o que não sobrou. O respeito pelos nossos mortos. E este governo insensível, alheio à nossa realidade, nos priva disso", critica Kepekepe, de 49 anos, residente em Harare, Zimbábue. Acaba de enterrar seu pai entre estranhos, em apenas alguns ingratos minutos.


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