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Estado de Minas CIDADE DA GUATEMALA

OIM pede para evitar força 'excessiva' contra migrantes após repressão na Guatemala


21/01/2021 17:06

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) pediu nesta quinta-feira (21) que se evite o uso de força "injustificada ou excessiva" para frear os fluxos migratórios, após a repressão na Guatemala de uma caravana de migrantes hondurenhos que se dirigia aos Estados Unidos.

A OIM, pertencente às Nações Unidas, afirmou em uma declaração "que a força injustificada ou excessiva não deve ser usada contra qualquer migrante, requerente de asilo ou refugiado durante as ações de controle migratório, policial ou sanitário".

O documento é assinado pela americana Michele Klein Solomon, Diretora Regional da OIM para a América Central, América do Norte e Caribe.

Uma caravana de milhares de migrantes que entraram na Guatemala na sexta-feira passada foi dispersada na segunda-feira por um contingente de policiais e militares que usaram equipamentos de choque e gás lacrimogêneo na cidade de Vado Hondo, no departamento oriental de Chiquimula, na fronteira com Honduras.

As forças de segurança, que no domingo haviam agredido os migrantes, receberam ordem do presidente Alejandro Giammattei para interromper seu avanço devido ao risco de infecções por covid-19. As ações deixaram migrantes uniformizados e feridos.

Segundo dados atualizados do Instituto de Migração da Guatemala, a caravana era composta por cerca de 7.500 pessoas e cerca de 4.500 já retornaram a Honduras.

O restante se dispersou pelo país e as operações continuaram nas rodovias para interceptá-los. Algumas dezenas chegaram à fronteira com o México, com poucas opções para continuar a viagem.

"Pedimos aos migrantes que façam tudo o possível para respeitar e cumprir as leis de migração, bem como as ordens legais dos policiais", acrescentou Klein.

Desde outubro de 2018, mais de uma dúzia de caravanas, algumas com milhares de migrantes, deixaram Honduras e foram para os Estados Unidos, mas a maioria falhou devido ao aperto dos controles.

Os integrantes desta última caravana afirmaram estar fugindo da pobreza, da violência e da crise deixada pela passagem de dois furacões em novembro. Eles também disseram que estavam esperançosos de que as condições de imigração fossem relaxadas com a chegada de Joe Biden ao poder.


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