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Estado de Minas WASHINGTON

Biden promete assinar decretos sobre pandemia, economia e outros no dia de sua posse


16/01/2021 19:41 - atualizado 16/01/2021 20:07

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, assinará ordens executivas no dia de sua posse, na próxima semana, para lidar com a pandemia, a debilitada economia americana, as mudanças climáticas e a injustiça racial, disse um assessor sênior neste sábado (16).

"Todas essas crises exigem ação urgente", afirmou seu novo chefe de gabinete, Ron Klain, em um comunicado, acrescentando que Biden assinará "cerca de uma dúzia" de decretos depois de assumir o cargo na quarta-feira.

"Em seus primeiros dez dias de mandato, o presidente eleito Biden tomará medidas decisivas para enfrentar essas quatro crises, prevenir outros danos urgentes e irreversíveis e restaurar o lugar da América no mundo", acrescentou Klain.

Ao ocupar a Casa Branca deixada por Donald Trump, Biden também herdará uma série de desafios.

Os Estados Unidos estão se aproximando rapidamente de 400.000 mortes pela covid-19, registrando mais de um milhão de novos casos por semana à medida em que o coronavírus se espalha de maneira incontrolável.

A economia também está fraca, com 10 milhões de empregos a menos disponíveis em comparação com o início da pandemia. E os consumidores e empresas americanas estão lutando para se manter à tona.

Biden revelou esta semana planos para arrecadar 1,9 trilhão de dólares para impulsionar a economia por meio de novos pagamentos de estímulo e outras ajudas, e disse que planeja acelerar os esforços para distribuir a vacina contra a covid-19 em todo o país.

Conforme prometido anteriormente, entre os decretos que serão assinados em seu primeiro dia estão um plano para os EUA retornarem ao acordo climático de Paris e outro para reverter a proibição, estabelecida por Trump, da entrada de pessoas de certos países de maioria muçulmana no país, de acordo com a nota de Klain.

"O presidente eleito Biden tomará medidas, não apenas para reverter os danos mais graves da administração Trump, mas também para começar a fazer nosso país avançar", declarou Klain.

E enquanto enfrenta todos esses desafios, Biden tenta manter o foco do Congresso em sua agenda e evitar a distração do julgamento de Trump no Senado após seu histórico segundo impeachment, desta vez por instigar o ataque de 6 de janeiro ao Capitólio por seus apoiadores em plena sessão de certificação da vitória eleitoral de Biden.

O democrata sugeriu que o Senado divida seu tempo a cada dia entre o julgamento e a realização de audiências para confirmar as escolhas de seu gabinete.

Trump ainda não deu os parabéns a Biden por sua vitória, apenas reconheceu indiretamente a derrota e se recusou a retirar suas alegações infundadas de que perdeu a eleição de 3 de novembro devido a uma fraude.

Ele não vai comparecer à posse de Biden, se tornando o primeiro presidente em mais de 150 anos a desprezar a cerimônia solene que simboliza a transferência pacífica do poder.


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