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Estado de Minas PARIS

Coronavírus mata mais de dois milhões de pessoas no mundo


15/01/2021 22:04 - atualizado 15/01/2021 22:07

O número total de mortos por covid-19 em todo o mundo superou os dois milhões nesta sexta-feira (15), e a OMS alertou para a situação catastrófica no Brasil, enquanto o laboratório Pfizer anunciava atrasos na entrega das vacinas.

A situação no estado do Amazonas é pior do que durante a primeira onda da pandemia, e pode causar a colapso do sistema de saúde, alertou a Organização Mundial de Saúde.

"Se as coisas continuarem assim, certamente veremos uma onda que será pior do que a onda catastrófica de abril e maio", alertou o diretor de emergência da organização, Michael Ryan.

Faltam oxigênio, luvas e a equipe médica está adoecendo. Quando esses trabalhadores e funcionários começam a ficar gravemente doentes, "todo o seu sistema [de saúde] começa a implodir", disse Ryan.

E as infecções na América do Sul, também em ascensão, não podem ser explicadas exclusivamente pelas novas variantes do coronavírus.

"Também foi tudo o que não fizemos que provocou" esta nova onda, criticou o especialista, que pediu para não baixar a guarda com as restrições.

- Europa supera os 30 milhões de contágios -

Das 2.000.066 mortes desde que o vírus foi descoberto na China, em dezembro de 2019, a Europa, com 650.560 mortes, é a região mais afetada, à frente da América (542.410) e dos Estados (407.090), segundo um balanço da AFP.

A Europa ultrapassou 30 milhões de infecções nesta sexta-feira e, entre os países que registaram aumentos preocupantes nos últimos sete dias, destaca-se a Espanha, onde as infecções aumentaram 168% e adicionaram mais de 193 mil novos casos. Em seguida vem Portugal e Bélgica.

A situação também é grave na Alemanha, que ultrapassou os dois milhões de infectados nesta sexta-feira. O país somou mais 22.368 casos e 1.113 mortes nas últimas 24 horas e o número de óbitos está próximo de 45.000.

O país enfrenta, portanto, situações mais graves do que na primeira onda. "As câmaras frias funerárias estão lotadas. Estamos em um estado de desastre", explicou Jörg Schaldach, diretor de um crematório na região da Saxônia.

A França adiantou o toque de recolher em duas horas a partir das 18h de sábado, enquanto Portugal iniciou um novo confinamento generalizado nesta sexta-feira, embora com escolas abertas.

- Atraso nas vacinas da Pfizer -

As esperanças de superar a pandemia em todo o mundo estão voltadas para as vacinas, das quais pelo menos 35,61 milhões de doses já foram administradas em 58 países e territórios, de acordo com uma contagem da AFP com base em fontes oficiais.

Essas campanhas de vacinação têm que ser generalizadas ao redor do mundo "nos próximos 100 dias", exigiu o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

"As vacinas oferecem muita esperança", reconheceu o presidente eleito dos Estados Unidos, o democrata Joe Biden, que anunciou um ambicioso plano de vacinação na sexta-feira após prometer um estímulo financeiro de 1,9 trilhão de dólares.

Um dia depois de prometer um plano de estímulo financeiro de 1,9 trilhão de dólares, o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu nesta sexta-feira acelerar a campanha de vacinação com a criação de "milhares" de centros comunitários.

Mas a farmacêutica Pfizer reduziu as esperanças na Europa, anunciando que as entregas de vacinas diminuirão nas próximas semanas devido a mudanças no processo de produção em sua fábrica em Puurs na Bélgica.

"A Pfizer está trabalhando duro para entregar mais doses do que inicialmente planejado este ano, com uma nova meta declarada de 2 bilhões de doses em 2021", justificou o grupo em mensagem enviada à AFP.

Mas o anúncio do laboratório causou preocupação. A França já anunciou que deve "ajustar o ritmo de vacinação" nas próximas semanas.

Diante das críticas de países europeus, a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, garantiu que conversou com o CEO da Pfizer, que prometeu entregar "todas as doses" esperadas no primeiro trimestre.

- Colapso no Amazonas -

A preocupação com a taxa de vacinação na Europa junta-se à preocupação com o surgimento dessas novas cepas no mundo, do Reino Unido à África do Sul, passando pelo Amazonas.

O comitê de emergência da OMS exortou a comunidade internacional a expandir o sequenciamento genômico do vírus que causa a doença covid-19 e a cooperar compartilhando dados para combater as mutações.

Imagens de pessoas carregando tanques de oxigênio para hospitais e pacientes alegando falta de assistência médica indignaram os brasileiros e multiplicaram as críticas ao presidente Jair Bolsonaro e sua gestão da pandemia, que já deixou mais de 207 mil mortos no Brasil.

Apenas os Estados Unidos, com 389.581 óbitos, supera o número do Brasil, seguido pela Índia (151.918) e pelo México (137.916).

- Cooperação diante de novas cepas -

A cepa brasileira já foi detectada no Japão, enquanto no Brasil as imagens de pessoas carregando tanques de oxigênio para hospitais multiplicaram as críticas ao presidente Jair Bolsonaro pela gestão da pandemia.

Mais de 207.000 pessoas morreram no Brasil, país que só é superado em número de mortes pelos Estados Unidos (389.581), seguidos pela Índia (151.918) e pelo México (137.916).

Neste último, registrou-se a semana mais mortal da pandemia, com um total de 6.885 óbitos, segundo dados oficiais divulgados na quinta-feira, e o sistema de saúde está sobrecarregado, especialmente na Cidade do México, com nove milhões de habitantes e onde 91% dos leitos hospitalares estão ocupados.

Na Argentina, 45.000 mortes por covid-19 foram ultrapassadas na quinta-feira e já há mais de 1,7 milhão de infecções, o que obrigou as autoridades a restabelecer as restrições à circulação.

No Peru, as infecções diárias triplicaram nas duas primeiras semanas de 2021, devido aos feriados de fim de ano e também haverá novas restrições.

Do outro lado do mundo, no Japão, um ministro admitiu nesta sexta-feira a possibilidade de que as Olimpíadas de Tóquio, já adiadas no ano passado por conta da pandemia, também não sejam realizadas neste ano.

"Tudo pode acontecer", disse Taro Kono, Ministro da Reforma Administrativa e alto funcionário do governo.


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