Para esses três países, signatários do acordo sobre o programa nuclear iraniano, "não há justificativa civil crível" para esta nova violação por parte de Teerã, que deve "cessar imediatamente" o processo de enriquecimento, segundo um comunicado conjunto.
Esta decisão "corre o risco de comprometer a grande oportunidade de voltar à diplomacia que a próxima administração americana (do presidente eleito Joe Biden) representa", acrescentou o texto.
A decisão de passar para 20% (o limite para uma arma nuclear é 90%) não é do governo reformista moderado de Hassan Rohani, principal artífice iraniano do acordo, mas do Parlamento, controlado desde fevereiro pelos conservadores.
Após o assassinato de um físico nuclear em um ataque que Teerã atribui a Israel, os deputados aprovaram, em dezembro, uma lei que exige voltar imediatamente aos 20% de enriquecimento (praticado antes do acordo com as grandes potências), até 120 kg por ano.