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Estado de Minas ATLANTA

Dupla eleição para o Senado dos EUA tem disputa acirrada

Caso os dois candidatos democratas derrotem os atuais senadores republicanos, o partido de Biden assumirá o controle do Senado


05/01/2021 23:34 - atualizado 06/01/2021 00:02

Mais de três dos sete milhões de eleitores registrados votaram de maneira antecipada(foto: Michael M. Santiago / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP )
Mais de três dos sete milhões de eleitores registrados votaram de maneira antecipada (foto: Michael M. Santiago / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP )
A dupla eleição para o Senado dos Estados Unidos promete ser emocionante até o fim. De acordo com parciais do jornal The New York Times, divulgadas por volta das 23h30 desta terça-feira (5), candidatos republicanos e democratas disputavam voto a voto o comando da Casa. A eleição é importante porque vai mostrar se o preidente eleito Joe Biden terá caminho livre para aprovar projetos no Congresso. 

 

Segundo a CNN, até 23h45, David Perdue (Republicanos) tinha 50,9% contra 49,1% de Jon Ossof (Democratas). Na outra disputa, Kelly Loeffer (Republicanos) estava com 50,5% contra 49,5% de Raphael Warnock (Democratas). 

 

"Tudo se joga hoje", tuitou o democrata Biden, que chegará à Casa Branca no dia 20 de janeiro. Os resultados poderão ser anunciados nesta quarta-feira, já que a disputa ainda está praticamente empatada.

Os dois candidatos democratas na disputa, Jon Ossoff e Raphael Warnock, esperam surpreender e colocar o Senado sob o controle democrata.

"O futuro do nosso país está em jogo, é a última linha de defesa para nosso modo de vida", afirmou David Perdue, um dos dois senadores republicanos, que busca a reeleição ao lado de Kelly Loeffler, em declarações ao canal Fox News.

Caso os dois candidatos democratas derrotem os atuais senadores republicanos, o partido de Biden assumirá o controle do Senado. E, ao tomar posse, Biden terá maioria no Congresso para aplicar seu programa.

Mais de três dos sete milhões de eleitores registrados votaram de maneira antecipada, um recorde para eleições parciais do Senado na Geórgia.

A mobilização está à altura do que está em jogo, pois tanto o presidente eleito Biden como Trump viajaram na segunda-feira para a Geórgia para fazer campanha por seus candidatos.

O "estado pode mudar o rumo não apenas dos próximos quatro anos, mas também para a próxima geração", declarou Biden durante um comício em Atlanta.

Uma perspectiva que preocupa os republicanos, que voltaram a mencionar o fantasma de um governo "radical" e "socialista" até o fim da campanha, marcada por um grande comício de Trump.

Estas eleições parciais podem ser a "última oportunidade de salvar os Estados Unidos que amamos", declarou a seus simpatizantes o presidente, que se nega a admitir a derrota dois meses depois das eleições.

Apesar da pressão de Trump, as autoridades republicanas da Geórgia confirmaram a vitória de Biden no estado.

Mas, em Dalton, uma zona rural e conservadora do noroeste da Geórgia, os seguidores de Trump se mostraram convencidos de que o republicano venceu as eleições. Assim como o presidente republicano, eles denunciam fraudes sem apresentar provas.

As acusações não impedirão, no entanto, que votem nesta terça-feira nos candidatos republicanos.

Os dois candidatos republicanos são favoritos na conservadora Geórgia. Perdue ficou perto de 50% na disputa com Jon Ossoff na primeira votação. E, ainda que Warnock tenha superado Loeffler em novembro, ela agora pode se beneficiar do apoio de um rival republicano eliminado.

- Uma disputa apertada -

Os democratas acreditam, no entanto, que conseguirão vencer as disputas para o Senado, estimulados pelo triunfo apertado de Biden na Geórgia, em 3 de novembro, o primeiro do partido no estado desde 1992.

Para isto, eles precisam de uma grande mobilização dos eleitores afro-americanos, fundamentais para a legenda, e esperam que alguns republicanos moderados não compareçam às urnas, desalentados por todas as acusações de fraude.

Uma previsão de resultado é muito difícil. As poucas pesquisas realizadas mostram uma disputa muito acirrada.

Na quarta-feira, o Congresso americano se reunirá para registrar formalmente os votos eleitorais obtidos por Biden e por Trump nas eleições de novembro (306 contra 232).

A obrigação constitucional é um mero protocolo, mas a recusa de Trump de reconhecer os resultados deve transformar a cerimônia deste ano em algo distinto.

Embora vários pesos pesados republicanos, incluindo o líder no Senado, Mitch McConnell, tenham admitido a vitória de Biden, o atual presidente ainda conta com o apoio de dezenas de congressistas.

Tanto na Câmara de Representantes como no Senado, os congressistas fiéis a Trump prometeram expressar acusações de fraude.

E, durante a sessão, os olhos estarão voltados para o vice-presidente Mike Pence que, segundo o protocolo, será o responsável por declarar Biden como vencedor no Congresso.

O vice-presidente tem o poder de recusar delegados eleitos de forma fraudulenta ", tuitou Trump.

Uma grande manifestação de apoio a Trump foi convocada para quarta-feira na capital americana e alguns de seus seguidores já se concentravam no local.

- Uma eleição "importante" -

No centro de Atlanta, um reduto democrata, os eleitores entravam em uma igreja luterana convertida em colégio eleitoral.

"Acho que esta é a eleição mais importante da minha vida", disse Robert Lowe, um aposentado de 74 anos que votou nos dois democratas.

"Se eles não vencerem e os republicanos permanecerem no Senado, nada vai mudar", disse o ex-lutador profissional.

Em Dalton, uma fortaleza conservadora, Rony Haikal também chamou essa eleição de "realmente importante" e votou em senadores republicanos.

"Podemos literalmente mudar o futuro deste país", disse ele.

 


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