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Estado de Minas MADRI

UE inicia 'esperançosa' campanha de vacinação contra o coronavírus


27/12/2020 15:57 - atualizado 27/12/2020 17:01

Menos de uma semana depois da autorização da União Europeia (UE) para o uso da vacina dos laboratórios Pfizer e BioNTech, países como Itália e Espanha iniciaram neste domingo (27) a vacinação contra o coronavírus, que infectou mais de 80 milhões de pessoas no mundo e provocou 1,758 milhão de mortes.

"Não senti nada, nada (...) muito obrigado", afirmou, sorridente, Araceli Hidalgo Sánchez, de 96 anos, a primeira pessoa a receber a tão aguardada dose na Espanha, em uma casa de repouso de Guadalajara (centro do país).

Em seguida, Mónica Tapias, auxiliar de enfermagem na mesma instituição, foi a segunda espanhola a receber a vacina. "O que queremos é que a maioria das pessoas receba a vacina", declarou.

As autoridades espanholas esperam vacinar até junho de 2021 entre 15 e 20 milhões de pessoas, de uma população de 47 milhões.

A Espanha foi um dos países da Europa mais afetados pela pandemia, com 50.000 mortes e mais de 1,8 milhão de casos, segundo os dados do ministério da Saúde.

"Hoje Araceli e Mónica representam uma nova etapa de esperança. Um dia de emoção e confiança", escreveu no Twitter o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que prometeu um processo de vacinação "rápido, confiável e equitativo".

Quase ao mesmo tempo, na Itália, a enfermeira Claudia Alivernini e Maria Rosaria Capobianchi, diretora de um laboratório de virologia no hospital Spallanzani de Roma, foram as primeiras a receber a vacina no país.

"É um gesto pequeno, mas fundamental para todos nós", disse Alivernini. "Eu afirmo de coração: vacinem-se. Por nós, por nossos entes queridos e pela sociedade", completou.

Na Itália, a vacinação generalizada começará em 8 de janeiro, data em que passará a receber 470.000 doses por semana. No país mais afetado da União Europeia (UE) pela pandemia, com mais de 71.000 vítimas fatais, o governo teve que decretar importantes medidas de confinamento antes do Natal.

A milhares de quilômetros, em Bucareste, a enfermeira romena Mihaela Anghel, de 26 anos, a primeira a atender um paciente com covid-19 em fevereiro no país, foi a primeira vacinada.

Alemanha, Hungria e Eslováquia começaram a vacinação no sábado. A Europa é, numericamente, a região mais afetada do mundo pela pandemia e já superou os 25 milhões de casos e 546.000 mortos.

Além da vacina da também se espera em breve a autorização na Europa para outros imunizantes, como a desenvolvida pela AstraZeneca e Universidade de Oxford.

"Acreditamos que encontramos a fórmula vencedora e como obter uma eficácia que, com duas doses, é alta como a das demais", disse Pascal Soriot, diretor-geral do laboratório sueco-britânico AstraZeneca, cujo fármaco dispunha até o momento de uma eficácia de 70%.

- Mais casos da nova cepa -

Antes da UE, vários países iniciaram a vacinação contra o coronavírus. O primeiro foi a China, que aplicou as primeiras injeções no verão (hemisfério norte, inverno no Brasil). Em dezembro foi a vez de Rússia, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Suíça, México, Costa Rica e Chile.

Paralelamente à vacinação, cada vez mais países detectam casos da nova cepa de coronavírus, possivelmente mais contagiosa, descoberta inicialmente no Reino Unido.

Canadá, Itália, Suécia, Espanha e Japão notificaram nas últimas horas infecções desta variante, depois de França, Alemanha, Líbano e Dinamarca.

De acordo com um estudo da London School of Hygiene and Tropical Medicine, a nova cepa é entre "50% a 74%" mais contagiosa, o que provoca o temor de que 2021 registre mais internações e mortes por covid-19 que 2020 caso os recursos necessários não sejam disponibilizados.

Depois de confirmar a mutação, que só pode ser detectada se a sequência do genoma do vírus for analisada após um teste de PCR, muitos países fecharam as portas para o Reino Unido e alguns mantêm as restrições para as conexões aéreas, marítimas ou terrestres.

O Japão anunciou neste domingo a proibição de entrada de estrangeiros não residentes a partir de segunda-feira e até o fim de janeiro.

- Retorno das restrições -

O imunologista Anthony Fauci, que assessora o governo americano, expressou neste domingo sua "preocupação" com a possibilidade de agravamento da pandemia após as festas de fim de ano.

"Compartilho a preocupação do presidente eleito, [Joe] Biden sobre o fato de que poderia piorar no transcurso das próximas semanas", disse Fauci à CNN.

Durante o fim de semana, vários países anunciaram o retorno das restrições, como Israel, que iniciou um severo confinamento, o terceiro, neste domingo, e o enclave britânico de Gibraltar, que anunciou um toque de recolher noturno.

Em nível global, os Estados Unidos permanecem como o país mais afetado pela doença, tanto em número de mortos (331.916) como de infecções (18.945.149).

Na América Latina e Caribe, região com mais de 496.000 vítimas fatais e 15 milhões de contágios, o México recebeu no sábado um segundo carregamento com 42.900 doses de vacinas da

Na Argentina, a campanha de vacinação começará na terça-feira, com 300.000 doses da vacina Sputnik V do laboratório russo Gamelaya. É o primeiro país da América Latina que autoriza esta vacina. O governo argentino também aprovou o fármaco da

PFIZER

BioNTech


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