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Estado de Minas

A empresa chinesa FosunPharma importará ao menos 100 milhões de doses da vacina alemã BioNTech contra o novo coronavírus em 2021, apesar de Pequim desenvolver as próprias vacinas contra a covid-19.


16/12/2020 06:19

A empresa chinesa FosunPharma importará ao menos 100 milhões de doses da vacina alemã BioNTech contra o novo coronavírus em 2021, apesar de Pequim desenvolver as próprias vacinas contra a covid-19.

A vacina da BioNTech, produzida em colaboração com a americana Pfizer, já recebeu autorização de comercialização em vários países, como Reino Unido e Estados Unidos, onde começou a ser aplicada.

Os laboratórios chineses também trabalham em vacinas experimentais que começaram a ser aplicadas no país nas pessoas mais expostas à doença, mas sem receber a aprovação formal para a comercialização.

Em um comunicado enviado à Bolsa de Hong Kong, a FosunPharma informa que a BioNTech fornecerá "ao menos 100 milhões de doses da vacina contra o coronavírus para a China continental em 2021".

A FosunPharma pagará 250 milhões de euros (300 milhões de dólares) como adiantamento por 50 milhões de doses.

Os dois grupos dividirão os lucros da venda da vacina na China continental, assim como em Hong Kong e Macau: dois terços para a Fosun e um terço para BioNTech.

A FosunPharma é uma subsidiária do conglomerado diversificado Fosun International.

A China, onde a epidemia começou em dezembro de 2019, investiu muito nos desenvolvimento de vacinas e o presidente Xi Jinping prometeu transformá-las em um "bem público mundial".

A capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, começou na segunda-feira a vacinar seus habitantes com a vacina do laboratório chinês Sinopharm.

A China possui atualmente quatro vacinas na fase fila de testes. Os laboratórios chineses organizaram testes em vários países, como Brasil, Emirados Árabes Unidos e Turquia.

No Peru, os testes da vacina da Sinopharm foram suspensos depois que problemas neurológicos foram detectados em um voluntário.

Na segunda-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) brasileira afirmou que China utiliza critérios "não transparentes" para conceder a aprovação urgente de comercialização para outra vacina, a CoronaVac, do laboratório Sinovac.

A indústria farmacêutica chinesa já foi acusada em outras ocasiões por vacinas adulteradas.


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