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Estado de Minas

Comerciantes britânicos recorrem à Carta Magna para evitar confinamento


27/11/2020 13:25

Na tentativa de contornar as restrições impostas pelo governo contra o coronavírus, alguns comerciantes britânicos usam a Carta Magna, o texto fundador da democracia moderna, como uma justificativa para permanecerem de portas abertas - mesmo que a polícia discorde.

A Carta Magna foi assinada em 15 de junho de 1215 pelo rei João da Inglaterra, também conhecido como João Sem-Terra, sob pressão de barões rebeldes que queriam limitar o poder real.

E Sinead Quinn, uma cabeleireira de Bradford, no norte do país, invocou esse famoso texto histórico para se opor ao fechamento de seu negócio durante o confinamento.

Ela foi multada pela polícia em 17.000 libras (US$ 22.000) por manter seu salão aberto, contrariando as medidas impostas pelo governo Boris Johnson por quatro semanas, de 5 de novembro a 2 de dezembro.

Quinn regularmente, em seu Instagram, imagens de seus confrontos com autoridades locais e com os representantes da polícia.

"Não aceito nenhuma multa", disse ela a um policial, em um vídeo publicado recentemente.

"Não estou infringindo nenhuma lei. Opero meu negócio sob o direito consuetudinário", insiste.

Em outra postagem, a cabeleireira se refere à "seção 61" da Carta Magna para defender "o direito de se opor à lei, se acharmos que estamos sendo governados injustamente".

As autoridades locais chamaram sua atitude de "egoísta e irresponsável", em um momento em que toda a Inglaterra está sujeita a restrições para conter a pandemia. Já são mais de 57.000 mortos no Reino Unido, o maior saldo de qualquer país europeu.

Ela não é a única. Outros comerciantes "rebeldes" que invocam a Magna Carta para permanecerem abertos incluem um estúdio de tatuagem, em Bristol, e uma sala de jogos infantis, em Liverpool.

Em todos os casos, as autoridades ignoraram seus argumentos, lembrando-os de que são regidos pela legislação em vigor, e não pela de 800 anos atrás.


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