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Estado de Minas

Londres pede a regulador sanitário para examinar vacina Oxford/AstraZeneca


26/11/2020 21:55

O governo britânico anuncia nesta sexta-feira (27) ter pedido à Autoridade de Regulamentação Sanitária de Medicamentos (MHRA) para examinar a vacina contra o novo coronavírus, elaborada pelo laboratório britânico AstraZeneca e a Universidade de Oxford, em vista de sua comercialização.

"Pedimos oficialmente ao regulador sanitário para avaliar a vacina Oxford/AstraZeneca e determinar se atende a normas de segurança rigorosas", informou em um comunicado o ministro da Saúde, Matt Hancock.

Se for aprovada, esta será uma "etapa importante rumo à execução de uma vacina o mais rapidamente possível", acrescentou.

O Reino Unido, o país mais enlutado da Europa pela pandemia, com mais de 57.000 mortes, também é "o primeiro país do mundo a ter assinado um acordo com a AstraZeneca e a Universidade de Oxford, garantindo-lhe o acesso a 100 milhões de doses", detalhou o ministério da Saúde.

Se a vacina for autorizada antes do fim do ano, 4 milhões de doses serão disponibilizadas no Reino Unido antes do fim do ano, seguidas de 40 milhões antes do fim de março de 2021.

Na quinta-feira, o diretor-geral da AstraZeneca havia anunciado que a vacina seria submetida a "um estudo suplementar", após ter sido alvo de críticas referentes aos seus primeiros resultados, sem que isto vá retardar, segundo ele, sua aprovação pelos reguladores europeus e britânicos.

Segundo os resultados intermediários de testes clínicos de larga escala publicados na segunda-feira, a vacina tem uma eficácia de 70%, em média.

No entanto, atrás desta média se escondem grandes discrepâncias entre dois protocolos diferentes: a eficácia é de 90% para os voluntários que receberam primeiro uma meia dose e depois, mais tarde, uma dose completa, mas de apenas 62% para um outro grupo que, no entanto, foi vacinado com duas doses completas.

Enquanto a aplicação de uma meia dose foi originalmente resultante de um erro, o que explica que apenas 3.000 pacientes seguiram este protocolo, os resultados parecem demonstrar que este primeiro esquema produz uma responsa imunológica melhor.

"Agora que nós encontramos o que parece ser uma eficácia melhor, nós devemos validá-la, e então fazer um estudo suplementar", declarou Pascal Soriot em entrevista à agência Bloomberg.

Embora pareça ser menos eficaz que os imunizantes da Pfizer/BioNTech e Moderna, a vacina da AstraZeneca apresenta a vantagem de suar uma tecnologia mais tradicional que reduz seu custo e facilita seu armazenamento.

Na semana passada, o governo britânico já tinha solicitado ao seu regulador sanitário que examinasse a vacina da Pfizer/BioNTech, da qual reservou 40 milhões de doses.


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