Publicidade

Estado de Minas

Guatemala pede ajuda internacional por danos causados pelo ciclone Eta


11/11/2020 21:01

A Guatemala fez um apelo internacional nesta quarta-feira (11) por causa dos danos causados na passagem do ciclone Eta, que deixou cerca de 46 mortos, 96 desaparecidos e quase 700 mil afetados por deslizamentos e inundações na semana passada, informou sua chancelaria.

"A capacidade de resposta nacional foi superada", informou, em nota, Oscar Cossio, secretário-executivo da Coordenadoria de Redução de Desastres (Conred), explicando a urgência do apelo à comunidade internacional.

O Ministério das Relações Exteriores encaminhou a convocação ao corpo diplomático, organismos internacionais e agências de cooperação internacional credenciadas na Guatemala e por meio de missões diplomáticas no exterior, detalhou a Conred.

"O objetivo desta ação é coordenar de forma ágil e oportuna, por meio da administração ordenada, otimização e prestação de contas da ajuda humanitária internacional e da assistência necessária para atender às necessidades da população afetada", acrescentou a agência.

A convocação inclui um documento elaborado pelo Centro de Coordenação de Assistência e Ajuda Humanitária (CCAAH) em que se detalham os danos registrados até o momento, mas não se especifica os custos de reparação.

O pedido também incorpora "as necessidades imediatas de atendimento e de recebimento de doações em espécie e financeiras, que devem ser canalizadas por via diplomática", por meio da chancelaria.

O Congresso da Guatemala declarou estado de calamidade na quarta-feira em 10 de seus 22 departamentos.

De acordo com o último balanço oficial, mais de 24.000 casas sofreram danos leves a graves, há 18 pontes destruídas e 22 afetadas, 11 estradas destruídas e 133 afetadas. Também há 238 escolas prejudicadas, além de 12 edifícios.

No caso de danos à agricultura, o relatório do Conred aponta 31.520 hectares danificados.

Na terça-feira, os primeiros socorros e militares da Guatemala suspenderam as buscas por pessoas desaparecidas em uma comunidade indígena no norte, onde cerca de 150 casas foram soterradas por um deslizamento de terra.

Segundo as autoridades, a avalanche deixou pelo menos 100 indígenas maias enterrados naquela área empobrecida do país, mas apenas oito corpos foram recuperados.

A passagem do Eta pela América Central deixou mais de 200 mortos e desaparecidos além de milhares afetados, depois de atingir a Nicarágua em 3 de novembro como um furacão de categoria 4.

Depois de passar pela América Central, o Eta seguiu para Cuba e depois para a Flórida, nos Estados Unidos.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade