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Estado de Minas CORONAVÍRUS

Boris Johnson anuncia novo 'lockdown' na Inglaterra para conter a COVID-19

Novo confinamento terá início a partir da próxima quinta-feira (5) e segue até o dia 2 de dezembro, no intuito de conter o avanço da pandemia do novo coronavírus


31/10/2020 17:25 - atualizado 31/10/2020 17:59

(foto: Alberto Pezzali /AFP)
(foto: Alberto Pezzali /AFP)
Os 56 milhões de habitantes da Inglaterra voltarão ao confinamento domiciliar a partir da próxima quinta-feira e até 2 de dezembro, na tentativa de conter o avanço da pandemia do novo coronavírus, anunciou neste sábado (31) o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. As medidas serão debatidas e votadas na quarta-feira pelo Parlamento e marcam mais um alerta para a segunda onda de infecções por COVID-19 na Europa.


"Temos que ser humildes diante da natureza", afirmou Johnson, durante uma coletiva de imprensa, ao anunciar que todos os comércios não essenciais vão fechar e os ingleses não poderão sair de casa, exceto para questões essenciais, como comprar alimentos ou ir ao médico. Escolas e universidades, no entanto, vão continuar abertas.


"A menos que ajamos, poderíamos ver as mortes neste país alcançar os milhares por dia", acrescentou, ao lado de seus principais conselheiros científico e médico, Patrick Vallance e Chris Whitty.

 

Nesta semana, a França anunciou a volta de regras rígidas de isolamento da população, como o fechamento de bares, restaurantes e academias. Na Alemanha, regras de restrição, como a proibição de eventos no país, comerá a partir de 2 de novembro. 


Reagir tarde

Muito criticado durante a primeira onda por ter reagido tarde e depois pelas graves consequências do confinamento para a economia britânica, Johnsn havia resistido a voltar a impor medidas em nível nacional.


Ele foi duramente atacado pela oposição trabalhista, quando se soube que havia recusado um confinamento curto de dois ou três semanas, preconizado em meados de setembro, por seus conselheiros científicos.


Mas o Reino Unido, o país mais afetado pela pandemia na Europa, com mais de 46.500 mortes confirmadas de COVID-19, vente o forte impacto da segunda onda.


Neste sábado, superou o milhão de casos positivos: 1.011.660 contágios desde o começo do ano.


Neste contexto, o primeiro-ministro seguiu o exemplo de seus vizinhos mais próximos - França e Irlanda -, que já colocaram suas populações em 'lockdown'.


Na sexta, seu chanceler e número dois do Executivo, Dominic Raab, havia insistido em manter uma política de restrições locais.


"Vamos fazer tudo o que pudermos de modo concentrado" nas zonas de maior contágio, disse à BBC. "Não vamos adotar uma abordagem única para todos", que "seria pior", insistiu.


Repercussões econômicas "desastrosas"

O norte do país, em torno de cidades como Liverpool e Manchester, já sob fortes restrições com fechamento de bares e a proibição de reunião com familiares e amigos com quem não se conviva.


Mas um estudo publicado na quinta-feira pelo Imperial College de Londres e a Ipsos Mori emitiu o alerta sobre a rápida propagação do vírus mais ao sul, que poderia rapidamente se encontrar no mesmo nível.


Assim, Johnson se viu pressionado por seus assessores a frear agora a disparada de contágios, com a esperança de poder permitir que as famílias se reúnam no Natal.


Estas medidas só afetam a Inglaterra porque cada um dos quatro países que formam o Reino Unido decide suas políticas sanitárias.


Os mais de três milhões de habitantes do país de Gales já voltaram ao confinamento há uma semana. A medida terá duração de 17 dias.


Enquanto a pressão aumentava por todo o lado para que Johnson fizesse o mesmo, também crescia a oposição por parte dos conservadores. "Não faça isso, Boris!", estampou na quinta a primeira página do jornal conservador Daily Telegraph.


Em particular, teme-se as consequências para a economia, depois que o FMI antecipou esta semana uma queda de 10,4% do PIB britânico em 2020, pior do que se previa.

O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.

Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp

Como a COVID-19 é transmitida? 

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?


Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal
Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus. 

Vídeo explica por que você deve 'aprender a tossir'


Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Coronavírus e atividades ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

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