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Estado de Minas COVID na Europa

Casos passam de 10 milhões


31/10/2020 04:00 - atualizado 30/10/2020 20:42

Policiais patrulham a vazia Montmartre no início do bloqueio (foto: Thomas Coex/AFP)
Policiais patrulham a vazia Montmartre no início do bloqueio (foto: Thomas Coex/AFP)
A pandemia do novo coronavírus está se agravando no mundo, principalmente na Europa, que ultrapassou os 10 milhões de casos nesta sexta-feira (30), uma segunda onda que está obrigando as autoridades a reforçarem as restrições, como o novo confinamento iniciado na França e na Bélgica, onde o coronavírus circula intensamente, e que decidiu ontem fechar por pelo menos seis semanas os comércios não essenciais e adotou restrições "mais severas" para conter a segunda onda de contágios no país, onde já fecharam bares, restaurantes e estabelecimentos culturais e esportivos. O anúncio foi feito em Bruxelas pelo primeiro-ministro, Alexander De Croo, durante uma coletiva de imprensa.

Todo o território francês retomou o confinamento generalizado ontem. Desde a meia-noite de quinta-feira (20h de Brasília), a França, que soma mais de 36 mil mortes desde o início da epidemia, está em confinamento pela segunda vez, mas desta vez a medida é diferente do sistema adotado durante a primavera no Hemisfério Norte. As creches e escolas permanecerão abertas com um protocolo reforçado para que muitos pais possam continuar trabalhando. Mas os estabelecimentos comerciais "não essenciais" estão de portas fechadas, assim como os cinemas e salas de espetáculos.

As autoridades francesas temem um colapso dos Centros de Terapia Intensiva (CTIs), que já estão com mais da metade dos 5.800 leitos disponíveis ocupados. A França se tornou um dos poucos países ou regiões da Europa, ao lado da Irlanda e de Gales, a optar pelo confinamento de toda a população, a ferramenta mais poderosa de combate à COVID-19.

O velho continente, onde a segunda onda avança com força, é a terceira região mais afetada do mundo, atrás da América Latina e Caribe (11,2 milhões de casos) e da Ásia (10,5 milhões). Na Espanha, quatro regiões, incluindo Madri, ordenaram o fechamento do perímetro do território (não se pode entrar nem sair) e os deputados aprovaram a prorrogação do estado de alarme por seis meses. Policiais foram enviados ontem ao aeroporto e às estações ferroviárias de Madrid, assim como às regiões da Catalunha e da Galiza, para garantir o cumprimento da medida e evitar deslocamentos durante o fim de semana.

A Itália registrou ontem um novo recorde de casos, com mais de 31.000 infectados em 24 horas. As cifras do Ministério da Saúde alimentam o debate nacional sobre se a Itália deve endurecer ainda mais as medidas para conter o vírus, apesar de ter introduzido novas restrições há poucos dias. Na Inglaterra, novas regiões entram hoje no nível de alerta 2, que proíbe reuniões entre pessoas que não moram no mesmo imóvel. Mas o governo britânico resiste a um confinamento.

Em Portugal, além de determinar a obrigatoriedade do uso de máscara nas ruas, o governo proibiu os deslocamentos não justificados entre municípios de sexta-feira a terça-feira, com o objetivo de limitar as reuniões por ocasião da festa católica de Todos os Santos.

Outros países


Em outros continentes, o Irã registrou um recorde de novos casos confirmados de coronavírus, com 8.293 pessoas infectadas em 24 horas. Na Tunísia, o primeiro-ministro anunciou um toque de recolher de segunda-feira a sexta-feira das 16H00 à 1H00 de Brasília e de 15H00 à 1H00 aos fins de semana, sem revelar a duração. Diante do aumento de casos de coronavírus, Colombo, capital do Sri Lanka, também ficará confinada a partir de sexta-feira durante três dias.



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