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Estado de Minas

Europa ultrapassa 10 milhões de casos e endurece restrições


30/10/2020 17:31

A pandemia do novo coronavírus está se agravando no mundo, principalmente na Europa, que ultrapassou os 10 milhões de casos nesta sexta-feira (30), uma segunda onda que está obrigando as autoridades a reforçarem as restrições, como o novo confinamento iniciado na França.

Todo o território francês retomou o confinamento generalizado nesta sexta, enquanto os Estados Unidos superaram os nove milhões de casos e registraram o recorde de 90.000 casos positivos em 24 horas.

Desde a meia-noite de quinta-feira (20H00 de Brasília), a França, que soma mais de 36.000 mortes desde o início da epidemia, está em confinamento pela segunda vez, mas desta vez a medida é diferente do sistema adotado durante a primavera no hemisfério norte.

As creches e escolas permanecerão abertas com um protocolo sanitário reforçado para que muitos pais possam continuar trabalhando. Mas os estabelecimentos comerciais "não essenciais" estão de portas fechadas, assim como os cinemas e salas de espetáculos.

"Não há outra solução", afirmou na quinta-feira o primeiro-ministro Jean Castex, que prevê um pico de hospitalizações em novembro "maior do que em abril".

As autoridades francesas temem um colapso dos Centros de Terapia Intensiva (CTIs), que já estão com mais da metade dos 5.800 leitos disponíveis ocupados.

A França se tornou um dos poucos países ou regiões da Europa, ao lado da Irlanda e de Gales, a optar pelo confinamento de toda a população, a ferramenta mais poderosa de combate à covid-19.

Segundo uma contagem feita pela AFP com base nos balanços das autoridades sanitárias dos vários países, mais de 10 milhões de casos do covid-19 foram detectados na Europa até as 13H30 de Brasília desta sexta-feira.

O velho continente, onde a segunda onda avança com força, é a terceira região mais afetada do mundo, atrás da América Latina e Caribe (11,2 milhões de casos) e da Ásia (10,5 milhões).

- Recorde nos Estados Unidos -

A situação também piora nos Estados Unidos, na reta final da campanha eleitoral. A maior potência mundial registrou na quinta-feira um novo recorde de casos de covid-19 em 24 horas, superando pela primeira vez a barreira 90.000 novos contágios, de acordo com o balanço da Universidade Johns Hopkins.

Nesta sexta, o país, o mais afetado pela pandemia em todo o mundo, superou os nove milhões de casos.

A apenas cinco dias das eleições presidenciais, o candidato democrata Joe Biden concentra os ataques a Donald Trump por sua gestão da crise de saúde.

A economia dos Estados Unidos registrou uma grande recuperação no terceiro trimestre, com um crescimento recorde do PIB de 33,1% em projeção anual, mas os dados oficiais estão longe de marcar o fim da crise.

O país continua sendo o mais afetado pelo coronavírus, com 228.625 mortes desde o início da pandemia, seguido por Brasil (158.969), Índia (120.527) e México (90.773).

Em todo o planeta, a pandemia infectou mais de 45 milhões de pessoas e provocou 1.182.840 de mortes desde o fim de dezembro, de acordo com um balanço da AFP às 08h de Brasília desta sexta.

- Chuva de restrições -

Na Europa, os países adotam várias medidas para enfrentar a segunda onda do coronavírus.

Na Espanha, quatro regiões, incluindo Madri, ordenaram o fechamento do perímetro do território (não se pode entrar nem sair) e os deputados aprovaram a prorrogação do estado de alarme por seis meses.

Policiais foram enviados nesta sexta-feira ao aeroporto e às estações ferroviárias de Madrid, assim como às regiões da Catalunha e da Galiza, para garantir o cumprimento da medida e evitar deslocamentos durante o fim de semana.

Na Grécia, a segunda maior cidade do país país, Salônica, decidiu fechar os bares e restaurantes a partir desta sexta-feira. Apesar de descartar o confinamento generalizado como na primavera, o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis afirmou que anunciará "um plano de ação de um mês para evitar o pior".

A Itália registrou nesta sexta um novo recorde de casos, com mais de 31.000 infectados em 24 horas. As cifras do Ministério da Saúde alimentam o debate nacional sobre se a Itália deve endurecer ainda mais as medidas para conter o vírus, apesar de ter introduzido novas restrições há poucos dias.

A Bélgica, onde o coronavírus circula intensamente, decidiu nesta sexta fechar por pelo menos seis semanas os comércios não essenciais e adotou restrições "mais severas" para conter a segunda onda de contágios no país, onde já fecharam bares, restaurantes e estabelecimentos culturais e esportivos.

O anúncio foi feito em Bruxelas pelo primeiro-ministro, Alexander De Croo, durante uma coletiva de imprensa.

Na Inglaterra, novas regiões entram no sábado no nível de alerta 2, que proíbe reuniões entre pessoas que não moram no mesmo imóvel. Mas o governo britânico resiste a um confinamento.

Em Portugal, além de determinar a obrigatoriedade do uso de máscara nas ruas, o governo proibiu os deslocamentos não justificados entre municípios de sexta-feira a terça-feira, com o objetivo de limitar as reuniões por ocasião da festa católica de Todos os Santos.

Em outros continentes, o Irã registrou um recorde de novos casos confirmados de coronavírus, com 8.293 pessoas infectadas em 24 horas.

Na Tunísia, o primeiro-ministro anunciou um toque de recolher de segunda-feira a sexta-feira das 16H00 à 1H00 de Brasília e de 15H00 à 1H00 aos fins de semana, sem revelar a duração.

Diante do aumento de casos de coronavírus, Colombo, capital do Sri Lanka, também ficará confinada a partir de sexta-feira durante três dias. A medida foi adotada 24 horas após a visita ao país do secretário de Estado americano, Mike Pompeo.


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