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Estado de Minas

UE destina EUR 100 milhões para compra de exames rápidos de covid-19


28/10/2020 09:50

A União Europeia (UE) anunciou nesta terça-feira que destinará 100 milhões de euros (117 milhões de dólares) para a compra de exames rápidos de covid-19, como parte de um esforço para melhorar a resposta do bloco à forte segunda onda da pandemia.

"Recomendamos aumentar nossa capacidade para fazer exames. Os testes rápidos estão chegando agora ao mercado. Isto pode ter um papel importante (...) Da nossa parte, destinamos 100 milhões de euros à compra de exames rápidos", disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Os exames, completou a alemã, serão distribuídos pelos países membros do bloco.

De acordo com Von der Leyen, "a situação é muito séria, mas ainda podemos mudá-la, ainda podemos frear a propagação do vírus se cada um cumprir com sua responsabilidade".

Ela destacou que a expectativa da equipe de especialistas que assessora a UE é que o número de casos confirmados na Europa continuará crescendo pelas "próximas duas ou três semanas", e rapidamente.

O avanço acelerado da pandemia de covid-19 na Europa levará França e Alemanha a anunciar nesta quarta-feira um endurecimento das medidas sanitárias, seguindo o exemplo de outros países como a Itália, onde cresce o mal-estar com as restrições cada vez mais draconianas.

Von der Leyen disse que a Europa não enfrenta apenas o vírus, mas também o que denominou de "cansaço" diante da situação.

"As pessoas estão cada vez mais cansadas das medias de prevenção, e posso entender que há pessoas que sofrem por causa do vírus", disse, antes de apontar que "não é o momento de relaxar as medidas".

Von der Leyen também fez um apelo aos países membros para a integração dos aplicativos de rastreamento de casos, a coordenação das restrições nacionais de viagens e mais empenho para a troca de informações.

"Estamos juntos nisso. Nenhum país membro sairá desta crise até que todos os países o façam", completou.

A chefe do Executivo europeu também pediu que os países do bloco desenvolvam planos de contingência para a chegada de uma ou várias vacinas.

Os planos devem definir a infraestrutura necessária, a cadeia de abastecimento e os grupos prioritários a receber a vacina, destacou.


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