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Estado de Minas

Trump promete aprovar 'melhor pacote de estímulo' após a eleição


27/10/2020 16:31

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta terça-feira (27) que os republicanos vão aprovar um pacote de resgate da pandemia para a economia do país após as eleições de 3 de novembro, parecendo admitir derrota nos esforços para chegar a um acordo esta semana.

Trump também previu que os republicanos recuperarão o controle da Câmara Baixa do Congresso e culpou a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, pelo impasse nas negociações sobre medidas para ajudar a amenizar o impacto devastador da crise de saúde para famílias e empresas.

"Ela não está interessada em ajudar as pessoas", disse Trump à imprensa na Casa Branca.

"Mas depois da eleição teremos o melhor pacote de estímulo que vocês já viram porque acredito que vamos retomar a Casa Branca", avaliou Trump, que está atrás do democrata Joe Biden nas pesquisas de intenção de voto.

Após meses de negociações entre Pelosi e o secretário do Tesouro Steven Mnuchin e apesar dos sinais de progresso recentes, o tempo se esgota para a aprovação do acordo antes de Trump e Biden disputarem a eleição na próxima terça-feira.

Enquanto isso, o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, que se opõe a um pacote de estímulo amplo para a economia, adiou as sessões na Câmara Alta do Congresso apesar de ter apressado a confirmação da juíza conservadora, Amy Coney Barrett, para a Suprema Corte na segunda-feira. E embora ele ainda possa convocar uma votação, se opôs a mais um grande pacote de estímulo.

Os dois lados negociam um pacote de US$ 2 trilhões, mas permanecem divididos sobre como combater o coronavírus e ajudar os governos estaduais e locais em dificuldades.

Trump indicou novamente que se opõe a fornecer ajuda para cidades e estados liderados pelos democratas.

Com os casos de covid-19 aumentando em todo o país, a necessidade de estímulo ganhou uma nova urgência, especialmente porque muitos programas de apoio expiraram ou estão prestes a expirar, incluindo uma moratória sobre despejos, bem como empréstimos para pequenos negócios. Isso ameaça desencadear uma onda de falências e pessoas sem teto.

Ainda não está claro se uma medida de última hora pode ser aprovada, antes da posse do novo Congresso em janeiro.


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