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Estado de Minas

Negociação sobre pacote de estímulo dos EUA 'desacelera', mas continua


26/10/2020 13:13

Legisladores e autoridades americanas continuam as negociações para acordar um novo pacote de auxílios, visando impulsionar a economia afetada pela pandemia. As negociações, porém, perderam impulso, disse nesta segunda-feira (26) um assessor da Casa Branca.

"As negociações certamente desaceleraram, mas não vão acabar", disse o assessor econômico Larry Kudlow à CNBC.

Após meses de negociações entre o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e a presidente democrata da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, o tempo quase se esgota para que se aprove o estímulo antes das eleições de 3 de novembro.

Não está claro se ele pode ser aprovado no último minuto, antes que o novo Congresso seja estabelecido em janeiro.

"Estamos perto, mas ainda há importantes questões de política que nos separam e nossa equipe acredita que deve haver mais compromissos por parte da Câmara para que possamos chegar lá", disse Kudlow.

O assessor destacou uma sólida recuperação econômica dos danos marcados pela pandemia de coronavírus e pelos fechamentos generalizados de negócios que, segundo ele, serão "autossuficientes" mesmo sem um novo pacote de estímulo.

Muitos economistas discordam e afirmam que a maior economia do mundo evitou uma recessão ainda pior graças aos quase 3 trilhões de dólares de apoio injetados rapidamente no sistema em forma de benefícios de desemprego ampliados, apoio ao pagamento de salários e empréstimos para empresas de todos os tamanhos.

Mas alguns dos benefícios implementados nas primeiras semanas da pandemia expiraram ou estão prestes a acabar, incluindo uma moratória sobre despejos. E com os casos de covid-19 novamente em alta, os americanos podem ficar relutantes em consumir.

Kudlow disse que Mnuchin deve voltar a falar com Pelosi nesta segunda-feira.

As partes acordaram um pacote de cerca de 2 trilhões de dólares, mas continuam discordando sobre o valor exato e o que inclui. Os republicanos pressionam por medidas mais limitadas e os democratas insistem em auxílios para os governos estatais e locais.


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